Saúde em Primeiro Lugar

Canetas emagrecedoras podem causar perda de visão? Entenda a neuropatia óptica e os possíveis mecanismos


Medicamentos utilizados para diabetes tipo 2 e controle do peso, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, voltaram ao centro das discussões após notificações de problemas graves de visão em pessoas que utilizavam medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1.

No Brasil, a Anvisa acompanha notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA-NA) em usuários de medicamentos como semaglutida e tirzepatida. A existência de uma notificação, entretanto, não significa que o medicamento tenha sido comprovadamente responsável pelo problema. A relação causal ainda está sendo investigada. (Termômetro da Política)

O que é a neuropatia óptica isquêmica?

A NOIA pode ser entendida, de forma simplificada, como uma espécie de “infarto” da parte anterior do nervo óptico.

O nervo óptico funciona como um cabo que transmite as informações captadas pela retina até o cérebro.

Quando o fornecimento de sangue para essa região diminui de maneira significativa, as células nervosas podem sofrer falta de oxigênio e morrer.

Isso pode provocar:

  • perda súbita da visão;

  • redução da acuidade visual;

  • perda de parte do campo visual;

  • geralmente ausência de dor;

  • comprometimento de um dos olhos;

  • em alguns casos, perda visual permanente.

Mas como uma caneta emagrecedora poderia estar relacionada a esse problema?

Essa é justamente uma das questões que a ciência ainda está tentando esclarecer.

Não existe atualmente um mecanismo único comprovado. Algumas hipóteses, porém, merecem atenção.

1. Alteração da circulação do nervo óptico

O nervo óptico necessita de um fluxo sanguíneo adequado.

Se a perfusão cair em uma pessoa que já tenha uma circulação comprometida ou uma anatomia do nervo óptico particularmente vulnerável, teoricamente pode ocorrer isquemia.

Essa é a hipótese central da NOIA.

2. Queda da pressão arterial e redução da perfusão

Medicamentos GLP-1 podem promover perda de peso e alterações metabólicas importantes.

Em determinadas circunstâncias, principalmente quando existe desidratação, uso concomitante de medicamentos anti-hipertensivos ou outros fatores, uma redução excessiva da pressão arterial poderia diminuir a pressão de perfusão do nervo óptico.

Isso não significa que a hipotensão provocada pelo medicamento seja uma causa comprovada de NOIA. É uma possibilidade fisiológica que precisa ser melhor estudada.

3. Desidratação

Náuseas, vômitos e redução importante da ingestão de alimentos e líquidos podem ocorrer durante tratamentos com medicamentos GLP-1.

Uma desidratação importante pode reduzir o volume circulante e, consequentemente, interferir na perfusão de determinados tecidos.

Em uma pessoa já predisposta à NOIA, esse fator poderia teoricamente contribuir para o problema.

4. Alterações rápidas da glicemia

Existe ainda outro mecanismo que precisa ser separado da NOIA.

Em pessoas com diabetes e retinopatia diabética, uma redução muito rápida da glicemia e da hemoglobina glicada pode estar associada a uma piora transitória da retinopatia diabética.

Portanto, existem pelo menos dois fenômenos oculares diferentes que estão sendo discutidos:

NOIA → problema principalmente relacionado ao nervo óptico.

Retinopatia diabética → problema relacionado aos vasos sanguíneos e à retina.

Uma revisão publicada em 2026 observou que a piora da retinopatia parece estar mais relacionada à rapidez e à magnitude da redução da HbA1c do que a uma toxicidade direta do medicamento sobre a retina. (PubMed)

5. Pessoas com diabetes podem apresentar maior vulnerabilidade

Esse ponto é especialmente importante.

Diabetes, hipertensão, obesidade, apneia do sono e outras condições cardiovasculares já estão associadas a alterações vasculares e maior risco de problemas do nervo óptico.

Isso cria um problema para os pesquisadores:

a perda visual aconteceu por causa do medicamento ou porque a pessoa já apresentava vários fatores de risco?

Essa é uma das principais dificuldades para estabelecer uma relação de causa e efeito.

Uma revisão sistemática publicada em 2026 observou justamente essa possibilidade de confusão por indicação: pessoas que recebem semaglutida frequentemente apresentam diabetes, obesidade e doença cardiovascular, que por si só podem aumentar o risco de complicações. (PubMed)

O que dizem os estudos?

Os resultados ainda não são totalmente concordantes.

Uma meta-análise publicada em 2026 reuniu cinco estudos com mais de 1,5 milhão de pessoas e encontrou uma associação entre uso de semaglutida e maior risco de NOIA em comparação com pessoas que não utilizavam agonistas de GLP-1. Os próprios autores classificaram a certeza da evidência como baixa a moderada e destacaram a necessidade de novas pesquisas. (PubMed)

Por outro lado, uma revisão sistemática publicada anteriormente em 2026 encontrou resultados conflitantes entre grandes estudos observacionais e concluiu que os dados disponíveis ainda não demonstravam uma relação causal definitiva. (PubMed)

Portanto, a conclusão mais responsável neste momento é:

existe um sinal que merece investigação, mas ainda não está comprovado que as canetas emagrecedoras sejam a causa da neuropatia óptica em todos esses casos.

E a tirzepatida?

A tirzepatida também está sendo acompanhada dentro do cenário de farmacovigilância dos medicamentos GLP-1/GIP.

Entretanto, não é correto simplesmente transferir automaticamente os resultados encontrados com semaglutida para todos os medicamentos da classe.

Uma revisão de 2026 observou que os sinais relacionados à NOIA foram mais consistentes para a semaglutida subcutânea, enquanto os dados para tirzepatida e outros medicamentos ainda são mais limitados ou inconsistentes. (PubMed)

Existe diferença entre medicamento regular e produto clandestino?

Sim, e esse ponto merece atenção.

A Anvisa e a Polícia Federal também investigam produtos irregulares contendo agonistas de GLP-1. Foram identificados problemas relacionados à origem dos insumos, controle de qualidade, esterilidade, armazenamento e conservação de determinados produtos irregulares. (Serviços e Informações do Brasil)

Portanto, não se deve misturar automaticamente:

medicamento aprovado e utilizado conforme prescrição

com

produto falsificado, contrabandeado ou manipulado irregularmente.

Produtos de origem desconhecida podem apresentar riscos adicionais que não têm necessariamente relação com o princípio ativo aprovado.

Quais sintomas exigem atenção?

Uma alteração visual súbita nunca deve ser ignorada.

Procure atendimento médico rapidamente se ocorrer:

  • perda súbita da visão;

  • aparecimento repentino de uma área escura no campo visual;

  • perda de visão em um dos olhos;

  • redução importante e inesperada da acuidade visual;

  • alteração visual acompanhada de outros sintomas neurológicos.

A avaliação precoce é importante porque existem diversas causas possíveis de perda visual súbita, algumas delas emergenciais.

Então as pessoas devem parar as canetas?

A existência dessa investigação não significa que todas as pessoas que utilizam esses medicamentos devam interromper o tratamento por conta própria.

A decisão depende da indicação do medicamento, dos fatores de risco individuais, do histórico ocular e das condições de saúde de cada paciente.

Quem apresentar uma alteração visual súbita deve procurar atendimento médico imediatamente e informar todos os medicamentos utilizados.

Conclusão

A investigação sobre as canetas emagrecedoras e a perda de visão merece atenção, mas é importante evitar conclusões precipitadas.

O principal mecanismo estudado é a neuropatia óptica isquêmica, na qual ocorre comprometimento do suprimento sanguíneo do nervo óptico.

Entre os possíveis fatores envolvidos estão alterações na perfusão, pressão arterial, desidratação e características individuais do nervo óptico.

Em pessoas com diabetes, também é necessário considerar a possibilidade de alterações da retina associadas a uma redução muito rápida da glicemia.

A ciência ainda está tentando responder uma pergunta fundamental:

o medicamento é diretamente responsável pelo aumento do risco ou determinados pacientes que utilizam esses medicamentos já apresentam características que aumentam naturalmente o risco de perda visual?

Os estudos publicados em 2026 apresentam resultados diferentes. Por isso, novas pesquisas e o acompanhamento da farmacovigilância serão fundamentais para esclarecer essa relação.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou oftalmológica.

Insulina inalável: como funciona, benefícios e ação



A insulina inalável surgiu como uma alternativa à aplicação de insulina por injeção, principalmente para o controle da glicose durante as refeições. Em vez de ser aplicada com seringa, caneta ou bomba, a insulina é administrada pelos pulmões por meio de um inalador e chega rapidamente à corrente sanguínea.

Um dos principais medicamentos dessa categoria é a Afrezza, uma insulina humana de ação ultrarrápida disponível nos Estados Unidos. A proposta é oferecer uma alternativa para a chamada insulina das refeições, também conhecida como insulina prandial.

Como a insulina inalável funciona?

O medicamento é colocado em um cartucho específico, que é inserido no inalador. Ao inspirar pela boca, a insulina chega aos pulmões, onde é absorvida e passa rapidamente para a circulação sanguínea.

Essa via de administração proporciona um início de ação mais rápido do que muitas formulações de insulina injetável. No caso da Afrezza, a redução da glicemia pode começar aproximadamente 12 minutos após a inalação.

Por ter uma ação rápida, a insulina inalável pode ser administrada mais próxima do momento da refeição. Isso pode ser interessante em situações nas quais o horário ou a quantidade de alimentos consumidos não são totalmente previsíveis.

Quais são os principais benefícios?

Entre os possíveis benefícios da insulina inalável estão:

  • Ação ultrarrápida, com início do efeito em aproximadamente 12 minutos.

  • Administração sem injeção, o que pode ser uma alternativa para pessoas que têm dificuldade ou desconforto com aplicações frequentes.

  • Maior flexibilidade em relação ao horário da refeição, já que a aplicação pode ocorrer mais próxima do momento de comer.

  • Absorção pulmonar rápida, permitindo que a insulina chegue à circulação de maneira relativamente veloz.

  • Pode ser utilizada como insulina das refeições, reduzindo parte da necessidade de aplicações de insulina de ação rápida por via subcutânea.

É importante destacar, entretanto, que esses benefícios não significam que a insulina inalável seja adequada para todas as pessoas. A escolha do tratamento depende do tipo de diabetes, controle glicêmico, função pulmonar, rotina e avaliação individual feita pela equipe de saúde.

Qual é a ação e a meia-vida?

A Afrezza apresenta um perfil farmacocinético bastante rápido. O efeito começa aproximadamente 12 minutos após a inalação, com rápida elevação da concentração de insulina no sangue.

A meia-vida aparente da insulina inalável é curta, em torno de 30 a 50 minutos, embora o efeito sobre a glicemia não seja determinado exclusivamente pela meia-vida do medicamento no sangue.

De maneira geral, sua ação é mais concentrada no período próximo à refeição, característica que diferencia a insulina inalável das formulações de ação mais prolongada.

Essa velocidade também exige atenção. Como a glicose pode continuar subindo depois da refeição, especialmente após refeições com maior quantidade de gordura ou proteína, algumas pessoas podem precisar de ajustes individualizados no tratamento.

A insulina inalável substitui todas as aplicações?

Não.

No diabetes tipo 1, a insulina inalável não substitui a necessidade de insulina basal. O organismo continua precisando de uma quantidade contínua de insulina para controlar a glicose entre as refeições e durante o período de jejum.

Por isso, a insulina inalável pode ser utilizada para cobrir as refeições, enquanto a insulina basal continua sendo necessária.

Um dos desafios: acertar a dose

Um ponto importante é que a dose da insulina inalável não deve ser simplesmente convertida de forma automática a partir da dose de insulina injetável.

O estudo INHALE-3, que acompanhou 123 adultos com diabetes tipo 1 durante 17 semanas, mostrou que uma conversão de 1 para 1 entre a dose de insulina injetável e a inalável não funcionava adequadamente para muitos participantes.

Os resultados indicaram que uma dose inicial próxima do dobro da quantidade de insulina injetável utilizada anteriormente poderia ser necessária em muitos casos, seguida de ajustes individualizados.

Isso reforça que a utilização da insulina inalável exige acompanhamento médico e monitorização da glicose.

O que os estudos mostraram?

Ao final das 17 semanas do estudo INHALE-3, a média de A1C foi de 7,6% nos dois grupos avaliados.

Entre os participantes que utilizaram Afrezza:

  • 28% reduziram a A1C em pelo menos 0,5%;

  • 21% apresentaram aumento da A1C;

  • 25% tiveram melhora no tempo dentro da faixa-alvo de glicose;

  • 31% apresentaram piora nesse indicador.

Na extensão do estudo, com mais 13 semanas de acompanhamento, 42% das pessoas que utilizaram Afrezza atingiram A1C inferior a 7%.

Esses resultados mostram que a resposta ao tratamento pode variar bastante entre as pessoas. Portanto, a insulina inalável não deve ser apresentada como uma solução universal ou necessariamente superior à insulina injetável.

E as refeições com muita gordura ou proteína?

Outro aspecto que merece atenção é a composição da refeição.

Alimentos ricos em gordura ou proteína podem retardar a elevação da glicose após a refeição. Como a insulina inalável tem ação muito rápida, pode existir um descompasso entre o momento em que a insulina atua e o momento em que a glicose da refeição aumenta.

Por isso, o acompanhamento da glicemia e os ajustes individualizados são importantes, especialmente para pessoas que apresentam elevações tardias da glicose após determinadas refeições.

E a Afrezza no Brasil?

A AfREZZA chegou a receber aprovação da Anvisa, mas sua utilização no país foi limitada e o produto acabou sendo descontinuado.

Entre os fatores associados à baixa utilização estavam o custo, a adesão ao tratamento e os resultados considerados abaixo das expectativas em determinados contextos.

Atualmente, portanto, a experiência brasileira com a insulina inalável é bastante diferente da disponibilidade observada nos Estados Unidos.

Insulina inalável é melhor que insulina injetável?

A resposta não é simples.

A principal diferença está na forma de administração e na velocidade de ação. Para algumas pessoas, evitar aplicações antes das refeições pode representar uma vantagem. Por outro lado, a necessidade de ajustar corretamente a dose, o custo, a disponibilidade e as características individuais do paciente podem limitar sua utilização.

Além disso, no diabetes tipo 1, a insulina inalável não elimina a necessidade de insulina basal.

Em resumo

A insulina inalável representa uma alternativa tecnológica à insulina prandial injetável. Sua principal característica é a ação muito rápida, com início do efeito da Afrezza aproximadamente 12 minutos após a inalação e meia-vida aparente curta.

Apesar da praticidade e da velocidade de ação, o tratamento exige individualização da dose, monitorização da glicose e acompanhamento profissional. Os estudos mostram que algumas pessoas podem se beneficiar, enquanto outras podem apresentar piora do controle glicêmico.

Como acontece com qualquer tratamento para diabetes, a decisão de utilizar ou não a insulina inalável deve ser feita individualmente, considerando os riscos, benefícios, características da rotina e objetivos de controle glicêmico.

Tadalafila ou Sildenafila, qual o efeito dura mais tempo?



O Viagra (Sildenafila) e o Cialis (Tadalafila) são inibidores da fosfodiesterase tipo 5, eles não causam diretamente uma ereção do pênis, mas alteram a resposta do corpo à estimulação sexual.

Diferença entre o Viagra e o Cialis



- Ambos demonstraram excelente eficácia em geral. O Viagra, com 84%, é ligeiramente mais eficaz que o Cialis com 81%.

- O Viagra começa a agir com 30 minutos (efeito retardado se tomado com comida) e tem duração de 4 a 5 horas.

- Já o Cialis começa a agir com 16 a 45 minutos (efeito NÃO atrasado pela comida) e tem duração da ação de 36 horas.

- O Cialis tem um início de ação mais lento e maior duração de ação, o que é atribuído à sua meia-vida mais longa.

- Homens que desejam espontaneidade podem optar pelo Cialis, que é capaz de permitir uma relação sexual bem sucedida até 36 horas após a administração, mesmo que leve mais tempo para atingir o efeito máximo. ⠀

Efeitos colaterais do Viagra e Cialis

- Anormalidades visuais são encontradas com Viagra mas são improváveis com Cialis. 

- Dor nas costas e dores musculares (mialgia) podem ocorrer com Cialis, mas são incomuns com o Viagra.

- Os efeitos colaterais do Cialis tendem a durar mais tempo, mas são menos marcados do que com as outras drogas.

Qual é mais eficaz?

Ambos são eficazes e seguros desde que usado com a indicação correta. São usados em situações diferentes;

- Viagra para uma resposta rápida e passageira;

- O Cialis, como dura mais tempo no corpo, aumenta a espontaneidade em relação ao Viagra;

- Cialis pode ser tomado com alimentos pois não há redução na absorção, ao contrário do Viagra.

6 TIPOS DE MAGNÉSIO: QUAL É A DIFERENÇA E QUAL FAZ MAIS SENTIDO PARA VOCÊ?

Se você está pesquisando sobre magnésio para dormir, magnésio para intestino, magnésio para cãibras ou magnésio para energia, provavelmente já percebeu uma coisa:

Existem vários tipos de magnésio.

E eles não são exatamente iguais.

A diferença está no composto ao qual o magnésio está ligado. Isso pode influenciar sua solubilidade, absorção, quantidade de magnésio elementar e tolerância gastrointestinal.

Veja os principais:

MAGNÉSIO GLICINATO OU BISGLICINATO

É o magnésio ligado à glicina, um aminoácido.

É bastante procurado por apresentar boa tolerância digestiva e menor tendência a causar efeito laxativo.

É frequentemente escolhido por quem busca suplementação de magnésio associada a:
• relaxamento
• sono
• função muscular
• ingestão adequada de magnésio

Absorção: o composto é processado no trato gastrointestinal e o magnésio é disponibilizado para absorção, principalmente no intestino delgado.


MAGNÉSIO CITRATO

É o magnésio associado ao ácido cítrico.

É uma forma com boa solubilidade e biodisponibilidade e também é conhecida pelo seu efeito laxativo em doses mais elevadas.

Por isso, é uma opção frequentemente encontrada em produtos voltados tanto à suplementação de magnésio quanto ao funcionamento intestinal.

Absorção: o magnésio é liberado no trato gastrointestinal e absorvido no intestino. A parte que permanece no intestino pode aumentar a retenção de água e favorecer o efeito laxativo.


MAGNÉSIO MALATO

É o magnésio ligado ao ácido málico, composto relacionado a processos do metabolismo energético.

É muito divulgado para:
• energia
• função muscular
• metabolismo celular

Absorção: o magnésio é disponibilizado durante a digestão e posteriormente absorvido pelo intestino.

Importante: apesar da associação comercial com energia e disposição, isso não significa que o suplemento aumentará a energia de uma pessoa que já possui níveis adequados de magnésio.


MAGNÉSIO TREONATO

É uma forma ligada ao ácido L-treônico e ganhou atenção por pesquisas relacionadas ao sistema nervoso.

É estudado em relação a:
• memória
• aprendizagem
• função cognitiva
• sistema nervoso

Absorção: após a digestão, o magnésio é absorvido pelo organismo. Pesquisas investigam se essa forma apresenta características particulares de distribuição no sistema nervoso.

Mas atenção: ainda não existe evidência clínica suficiente para afirmar que o magnésio treonato seja superior às outras formas para melhorar memória ou concentração.


MAGNÉSIO ÓXIDO

Possui uma concentração relativamente alta de magnésio elementar, mas isso não significa que seja a forma mais bem absorvida.

Essa é uma informação importante:

Mais magnésio no comprimido ≠ necessariamente mais magnésio absorvido.

O óxido apresenta menor biodisponibilidade do que algumas formas, como o citrato e determinadas formas queladas.

Também pode apresentar efeito laxativo.

Absorção: o óxido reage com o ácido do estômago, formando sais de magnésio que posteriormente podem ser absorvidos no intestino.


MAGNÉSIO CLORETO

É o magnésio associado ao cloreto e apresenta boa solubilidade em água.

É utilizado em suplementos destinados à reposição de magnésio.

Absorção: no trato gastrointestinal, o cloreto de magnésio se dissocia, liberando magnésio que pode ser absorvido pelo intestino.

Existem também produtos de aplicação na pele.

Porém, a capacidade da absorção transdérmica de magnésio corrigir uma deficiência ainda é menos estabelecida do que a suplementação oral.


O SEGREDO QUE MUITA GENTE NÃO OLHA NO RÓTULO

Quando você vê:

“500 mg de magnésio citrato”

isso NÃO significa necessariamente que existem 500 mg de magnésio elementar ali.

O que importa é a quantidade de MAGNÉSIO ELEMENTAR.

É essa informação que permite comparar corretamente diferentes suplementos.


ENTÃO, QUAL MAGNÉSIO ESCOLHER?

Depende do objetivo e das características individuais.

Sono e relaxamento: glicinato/bisglicinato é uma forma bastante procurada.

Intestino preso: o citrato pode apresentar efeito laxativo.

Metabolismo energético: o malato é uma das formas mais associadas a esse objetivo.

Cognição: o treonato é estudado nessa área, mas as evidências ainda são limitadas.

Reposição: diferentes formas podem ser utilizadas, considerando principalmente a quantidade de magnésio elementar, absorção e tolerância.

Importante: suplemento não deve ser escolhido apenas pelo marketing. A necessidade de magnésio varia de pessoa para pessoa, e doses excessivas podem causar efeitos gastrointestinais e interagir com alguns medicamentos.

Semaglutida ou Tirzepatida: qual emagrece mais? Veja a comparação dos estudos




Semaglutida ou tirzepatida: qual apresenta maior perda de peso? 

Essa é uma das principais dúvidas de pessoas que buscam tratamento medicamentoso para obesidade.

Os dois medicamentos são aplicados geralmente uma vez por semana e atuam sobre hormônios envolvidos no controle da fome, da saciedade e do metabolismo. Porém, seus mecanismos de ação são diferentes.

Estudos clínicos comparando os dois princípios ativos encontraram diferenças importantes na perda média de peso.

Semaglutida: como funciona?

A semaglutida pertence à classe dos medicamentos que imitam a ação do hormônio GLP-1.

Entre seus efeitos estão:

  • redução do apetite;

  • aumento da sensação de saciedade;

  • redução da ingestão alimentar;

  • retardamento do esvaziamento gástrico;

  • melhora do controle da glicose.

A semaglutida possui uma meia-vida de aproximadamente uma semana, característica que permite sua administração semanal.

Quanto peso pode ser perdido com semaglutida?

No estudo STEP 1, adultos com sobrepeso ou obesidade receberam semaglutida 2,4 mg ou placebo durante 68 semanas.

A perda média de peso foi de aproximadamente:

14,9% com semaglutida

contra aproximadamente 2,4% no grupo placebo.

É importante lembrar que esse é um resultado médio de um estudo clínico e não uma previsão do resultado que uma determinada pessoa terá.

Tirzepatida: como funciona?

A tirzepatida possui um mecanismo diferente da semaglutida.

Ela atua simultaneamente sobre dois receptores:

GIP + GLP-1

Essa combinação pode produzir efeitos sobre o apetite, saciedade, glicemia e ingestão alimentar.

A tirzepatida apresenta meia-vida de aproximadamente 5 dias, também permitindo sua utilização em aplicação semanal.

Quanto peso pode ser perdido com tirzepatida?

No estudo SURMOUNT-1, após 72 semanas de tratamento, os resultados médios foram:

Dose de tirzepatidaPerda média de peso
5 mg15,0%
10 mg19,5%
15 mg20,9%
Placebo3,1%

Os resultados mostram que, no estudo, as doses maiores de tirzepatida produziram maior perda média de peso.

Tirzepatida x semaglutida: comparação direta

Uma das evidências mais importantes veio do estudo SURMOUNT-5, que comparou diretamente os dois medicamentos durante 72 semanas em adultos com obesidade que não tinham diabetes tipo 2.

O resultado médio foi:

Tirzepatida: −20,2%

Semaglutida: −13,7%

A diferença foi de aproximadamente 6,5 pontos percentuais de peso corporal.

O que isso significa na prática?

Imagine, apenas como exemplo, uma pessoa com 100 kg no início do tratamento.

Com base nas médias observadas nesse estudo:

Semaglutida: aproximadamente 13,7 kg de perda.

Tirzepatida: aproximadamente 20,2 kg de perda.

Isso não significa que todas as pessoas perderão exatamente essa quantidade. Estudos clínicos apresentam médias, e a resposta individual pode variar bastante.

Qual possui maior meia-vida?

A meia-vida dos medicamentos é diferente:

Semaglutida: aproximadamente 7 dias.

Tirzepatida: aproximadamente 5 dias.

Mesmo com essa diferença, os dois medicamentos podem ser utilizados em regime semanal.

A meia-vida também não deve ser confundida com a duração do efeito clínico. Depois da última aplicação, o medicamento não desaparece imediatamente do organismo.

Por que a tirzepatida apresentou maior perda de peso?

Uma das diferenças está no mecanismo de ação.

A semaglutida atua principalmente sobre o GLP-1.

A tirzepatida atua sobre GIP e GLP-1.

Nos estudos de obesidade, a ação combinada da tirzepatida esteve associada a uma redução média de peso maior.

Entretanto, isso não significa que a tirzepatida seja automaticamente a opção adequada para todas as pessoas.

Semaglutida ou tirzepatida: qual escolher?

Os estudos demonstram uma maior perda média de peso com tirzepatida nas comparações realizadas.

Porém, a escolha do tratamento deve considerar diversos fatores, incluindo:

  • histórico médico;

  • presença ou ausência de diabetes;

  • outros medicamentos utilizados;

  • efeitos adversos;

  • contraindicações;

  • dose que o paciente consegue tolerar;

  • resposta individual;

  • acompanhamento médico.

Portanto, a decisão não deve ser baseada apenas na porcentagem média de perda de peso.

Comparação rápida

CaracterísticaSemaglutidaTirzepatida
Principal açãoGLP-1GIP + GLP-1
AplicaçãoSemanalSemanal
Meia-vida~7 dias~5 dias
Estudo de referênciaSTEP 1SURMOUNT-1
Perda média nos estudos principais~14,9%até ~20,9%
Comparação direta13,7%20,2%
Efeito sobre o apetiteReduçãoRedução
Retarda esvaziamento gástricoSimSim

Conclusão

Os resultados dos grandes estudos clínicos mostram uma diferença importante entre os dois medicamentos.

A semaglutida apresentou uma perda média de aproximadamente 14,9% no estudo STEP 1.

A tirzepatida chegou a aproximadamente 20,9% de perda média na dose de 15 mg no SURMOUNT-1.

E, na comparação direta do SURMOUNT-5, a perda média foi de 20,2% com tirzepatida contra 13,7% com semaglutida após 72 semanas.

Assim, nos estudos clínicos de obesidade comparados, a tirzepatida apresentou maior redução média de peso.

Apesar disso, os resultados individuais podem variar, e o tratamento deve ser definido com acompanhamento de um profissional de saúde.

Fontes principais: estudos STEP 1, SURMOUNT-1 e SURMOUNT-5 publicados no New England Journal of Medicine, além das informações oficiais de prescrição dos medicamentos.

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