Saúde em Primeiro Lugar

Uso Prolongado de Corticoides pode causar Diabetes e Hipertensão



Os anti-inflamatórios hormonais ou corticoides são medicamentos à base de hormônios que são produzidos pelas glândulas supra-renais.

Os principais corticoides de ação sistêmica vendidos no Brasil são: Prednisona, Dexametasona, Betametasona, Budesonida, Hidrocortisona, Deflazacorte, Triancinolona, Clobetasol.

Os corticoides são muito utilizados para tratar:

- Doenças do trato respiratório;
- Doenças dermatológicas;
- Doenças gastrointestinais;
- Doenças hepáticas;
- Edemas cerebrais;
- Alergias;
- Processos inflamatórios.


Uso prolongada de medicamentos corticosteroides leva à síndrome de Cushing

Características da Síndrome de Cushing:

- Desfiguração cosmética, que envolve ganho de peso com acúmulo de gordura;
- Redução da tolerância a carboidratos;
- Fragilidade vascular;
- Pele fina;
- Miopatia;
- Fraqueza muscular;
- Hipertensão arterial;
- Osteoporose;
- Maior suscetibilidade a infecções;
- Alterações psiquiátricas.

A síndrome de Cushing é uma desordem endócrina causada por níveis séricos elevados de glicocorticoides, especialmente cortisol, no sangue.

Nas mulheres são muito frequentes as alterações menstruais e o surgimento de pelos corporais na face, no tórax, no abdômen e nos braços e pernas. Além disso, pode também haver queda de cabelo semelhante à calvície masculina e diminuição das mamas.

Nos homens causa perda do interesse sexual. Como grande parte dos pacientes desenvolve hipertensão arterial e diabetes, podem surgir sintomas associados ao aumento da glicose e da pressão arterial tais como dor de cabeça, sede exagerada, aumento do volume urinário, aumento do apetite e visão borrada. Em caso de aumento exagerado de pelos, pode ocorrer também o surgimento de espinhas na face e no tronco.


Risco de Diabetes - Aumento de Glicose no Sangue

O uso prolongado de corticoides por via sistêmica (oral ou injetável ) está associado a um grande risco de diabetes a pacientes predisposto. A intolerância a glicose esta relacionada a um aumento da produção de glicose hepática, redução na utilização da glicose periférica e aumento da resistência da insulina, com inibição dos efeitos da insulina miócitos e adipócitos.


O uso constante pode causar aumento da Glicose no Sangue e Obesidade

Diminuição da utilização periférica de glicose.

Os glicocorticoides podem induzir o aparecimento de diabetes, que é considerado ser moderado, estável, usualmente sem cetose, relacionado com a dose e a duração da administração.

O diabetes na maioria das vezes é reversível com a parada da administração do corticoide, embora os indivíduos com predisposição genética possam permanecer diabéticos.

Neoglicogênese (produção de glicose a partir de substratos como aminoácidos, o que implica um importante efeito catabólico).

No nível hepático, os corticoides promove a deposição de glicogênio tendo efeito semelhante ao da insulina.

Com relação ao metabolismo lipídico, seu efeito agudo é de ativar a lipólise, mas em longo prazo, promove uma redistribuição característica do tecido adiposo que confere ao paciente o clássico aspecto de obesidade centrípeta, com ganho de peso.


Terapêutica com altas doses de corticoide podem provocar aumento do VLDL e LDL.


Causa Fraqueza e Osteoporose

No metabolismo proteico, os corticoides apresentam duas ações, isto dependendo da dose administrada: em doses fisiológicas atuam como agentes anabolizantes, incorporando proteína, mas em doses farmacológicas são francamente catabólicos, promovendo intenso desgaste proteico causando pele frágil, friável, fraqueza muscular intensa com redução de massa muscular e desgaste da matriz óssea implicando em mau desempenho no desenvolvimento da estatura em crianças em fase de crescimento.

O corticoide produz redução da massa muscular por inibição da síntese proteica e aumento do catabolismo proteico com balanço nitrogenado negativo.


Causa Perda de Cálcio

No sistema músculo-esquelético, os corticoides reduzem os osteoblastos e aumentam a atividade osteoclástica,com perda de massa óssea. Reduzem a absorção intestinal de cálcio, antagonizando os efeitos da vitamina D, promovem calciúria e levam a hiperparatireoidismo secundário, com aumento do paratormônio.

O efeito final desta série de eventos é uma pronunciada osteopenia seguida de osteoporose, fato que acontece mais acentuadamente em fase intensa de crescimento ósseo: adolescentes em fase de estirão são mais prejudicados por tais efeitos e meninas são mais afetadas que meninos.


Diminui o Crescimento em Crianças

Crianças que recebem excesso de corticosteroide exibem atraso no crescimento. Isto ocorre por efeito direto no esqueleto, diminuição da absorção de cálcio no intestino e efeito antianabólico e catabólico nas proteínas dos tecidos periféricos.
Os corticoides interferem com a secreção de GH e podem antagonizar diretamente algumas de suas ações periféricas.


Causa Edema


Os corticoides promovem aumento da reabsorção de Na+ e excreção de K+ pelo rim. Altas doses por tempo prolongado podem produzir alcalose metabólica hipocalêmica. Os glicocorticoides aumentam o "clearance" de água livre devido a um efeito direto no túbulo renal e a um aumento na taxa de filtração glomerular.

Os corticoides podem também inibir a secreção de hormônio antidiurético (ADH), mas não se sabe se diretamente ou por algum mecanismo indireto.


Leia aqui : Uso de dipirona pode diminuir a Imunidade e as Plaquetas



Fonte :EFEITOS METABÓLICOS E MANUSEIO CLÍNICO DOS CORTICOSTERÓIDES - Disponível em centrocochranedobrasil

PREVALÊNCIA E RISCOS DO USO INDISCRIMINADO DE CORTICÓIDES ORAIS SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA DISPENSADOS EM ALGUMAS FARMÁCIAS COMERCIAIS DO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS MS-

Medicamentos contra-indicados para Portadores de Glaucoma



Glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular que pode ocasionar lesão ao olho se não for tratado. A pressão intra-ocular aumentada pode comprimir os vasos sanguíneos que nutrem as sensíveis estruturas visuais do fundo do olho. Devido à falta de irrigação sanguínea, as células nervosas da retina e o nervo óptico vão morrendo provocando perda progressiva da visão e estreitamento do campo visual. Se o processo não for controlado pode levar à cegueira.

O exame para diagnosticar a doença, apesar de ser um pouco desconfortável, é rápido e pode ser feito no consultório do oftalmologista.

Leia aqui : Alimentos que melhoram a Visão


Sinas de Alerta


- Estreitamento da visão (visão em túnel)

- Diminuição da visão

- Visão nublada

- Dor nos olhos

Fatores de risco

-Idade acima de 40 anos

-História familiar de glaucoma

-Diabetes

-Uso prolongado de algumas medicações, como corticosteroides (Prednisona, Dexametasona, Betametasona).

No caso de glaucoma crônico ou glaucoma simples ou glaucoma do ângulo aberto, a maioria dos medicamentos tem pouca influência.

Já no caso do glaucoma do ângulo estreito, que é o ângulo da câmara anterior, a dilatação da pupila estreita mais ainda esse ângulo e a drenagem do humor aquoso fica difícil. Medicamentos que agem no sistema nervoso autônomo podem fazer com que a pupila se dilate comprometendo o escoamento do humor aquoso.

Leia aqui : Uso de dipirona pode diminuir a Imunidade e as Plaquetas

Medicamentos contra-indicados para glaucoma do ângulo estreito ou fechado:


- Antiespasmódicos contêm Escopolamina que pode causar pequena dilatação da pupila e, dependendo da anatomia do olho, elevar sua pressão interna por retenção do humor aquoso.


- Corticoides - Dexametasona, Prednisona, Betametasona - O uso prolongado dos corticosteróides pode produzir catarata subcapsular posterior, glaucoma com possível lesão dos nervos ópticos. É fundamental um controle das condições do cristalino e da pressão intra-ocular sempre que se usar tais medicamentos, principalmente sob a forma de colírios.


- Cloridrato de Difenidramina - Presente em Pastilhas.

- Descongestionante - Fenilefrina, Nafazolina, Pseudoefedrina - Presente em Anti-gripais.

- Medicamentos com ação anticolinérgica , a
ntidepressivos tricíclicos (Amitriptilina) - ADT, antipsicóticos de baixa potência (Alprazolam), antiparkinsonianos e inibidores da monoamino-oxidase - IMAO) podem precipitar crise de glaucoma de ângulo fechado, portanto devem ser evitados. 

- Anti-espasmódicos à base de derivados de beladona, atropina, homatropina, também merecem atenção especial, pois podem estar contra-indicados em pessoas portadoras de glaucoma de ângulo estreito ou fechado. Nestas situações a droga pode provocar uma midríase (pupila dilatada) elevando-se a pressão intra-ocular a patamares bastante elevados e desencadeando um quadro de glaucoma agudo que vai exigir um tratamento de urgência oftalmológica. 

- Anti-histamínicos - Dexclorfeniramina, Clorfeniramina, Doxilamina, Clemastina presente em xaropes antialérgicos, antitussígenos e antigripais.

- Dose elevada de Orfenadrina, Dimenidrinato, Prometazina pode ocasionar midríase e crise do fechamento angular agudo.

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Canetas emagrecedoras podem causar perda de visão? Entenda a neuropatia óptica e os possíveis mecanismos


Medicamentos utilizados para diabetes tipo 2 e controle do peso, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, voltaram ao centro das discussões após notificações de problemas graves de visão em pessoas que utilizavam medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1.

No Brasil, a Anvisa acompanha notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA-NA) em usuários de medicamentos como semaglutida e tirzepatida. A existência de uma notificação, entretanto, não significa que o medicamento tenha sido comprovadamente responsável pelo problema. A relação causal ainda está sendo investigada. (Termômetro da Política)

O que é a neuropatia óptica isquêmica?

A NOIA pode ser entendida, de forma simplificada, como uma espécie de “infarto” da parte anterior do nervo óptico.

O nervo óptico funciona como um cabo que transmite as informações captadas pela retina até o cérebro.

Quando o fornecimento de sangue para essa região diminui de maneira significativa, as células nervosas podem sofrer falta de oxigênio e morrer.

Isso pode provocar:

  • perda súbita da visão;

  • redução da acuidade visual;

  • perda de parte do campo visual;

  • geralmente ausência de dor;

  • comprometimento de um dos olhos;

  • em alguns casos, perda visual permanente.

Mas como uma caneta emagrecedora poderia estar relacionada a esse problema?

Essa é justamente uma das questões que a ciência ainda está tentando esclarecer.

Não existe atualmente um mecanismo único comprovado. Algumas hipóteses, porém, merecem atenção.

1. Alteração da circulação do nervo óptico

O nervo óptico necessita de um fluxo sanguíneo adequado.

Se a perfusão cair em uma pessoa que já tenha uma circulação comprometida ou uma anatomia do nervo óptico particularmente vulnerável, teoricamente pode ocorrer isquemia.

Essa é a hipótese central da NOIA.

2. Queda da pressão arterial e redução da perfusão

Medicamentos GLP-1 podem promover perda de peso e alterações metabólicas importantes.

Em determinadas circunstâncias, principalmente quando existe desidratação, uso concomitante de medicamentos anti-hipertensivos ou outros fatores, uma redução excessiva da pressão arterial poderia diminuir a pressão de perfusão do nervo óptico.

Isso não significa que a hipotensão provocada pelo medicamento seja uma causa comprovada de NOIA. É uma possibilidade fisiológica que precisa ser melhor estudada.

3. Desidratação

Náuseas, vômitos e redução importante da ingestão de alimentos e líquidos podem ocorrer durante tratamentos com medicamentos GLP-1.

Uma desidratação importante pode reduzir o volume circulante e, consequentemente, interferir na perfusão de determinados tecidos.

Em uma pessoa já predisposta à NOIA, esse fator poderia teoricamente contribuir para o problema.

4. Alterações rápidas da glicemia

Existe ainda outro mecanismo que precisa ser separado da NOIA.

Em pessoas com diabetes e retinopatia diabética, uma redução muito rápida da glicemia e da hemoglobina glicada pode estar associada a uma piora transitória da retinopatia diabética.

Portanto, existem pelo menos dois fenômenos oculares diferentes que estão sendo discutidos:

NOIA → problema principalmente relacionado ao nervo óptico.

Retinopatia diabética → problema relacionado aos vasos sanguíneos e à retina.

Uma revisão publicada em 2026 observou que a piora da retinopatia parece estar mais relacionada à rapidez e à magnitude da redução da HbA1c do que a uma toxicidade direta do medicamento sobre a retina. (PubMed)

5. Pessoas com diabetes podem apresentar maior vulnerabilidade

Esse ponto é especialmente importante.

Diabetes, hipertensão, obesidade, apneia do sono e outras condições cardiovasculares já estão associadas a alterações vasculares e maior risco de problemas do nervo óptico.

Isso cria um problema para os pesquisadores:

a perda visual aconteceu por causa do medicamento ou porque a pessoa já apresentava vários fatores de risco?

Essa é uma das principais dificuldades para estabelecer uma relação de causa e efeito.

Uma revisão sistemática publicada em 2026 observou justamente essa possibilidade de confusão por indicação: pessoas que recebem semaglutida frequentemente apresentam diabetes, obesidade e doença cardiovascular, que por si só podem aumentar o risco de complicações. (PubMed)

O que dizem os estudos?

Os resultados ainda não são totalmente concordantes.

Uma meta-análise publicada em 2026 reuniu cinco estudos com mais de 1,5 milhão de pessoas e encontrou uma associação entre uso de semaglutida e maior risco de NOIA em comparação com pessoas que não utilizavam agonistas de GLP-1. Os próprios autores classificaram a certeza da evidência como baixa a moderada e destacaram a necessidade de novas pesquisas. (PubMed)

Por outro lado, uma revisão sistemática publicada anteriormente em 2026 encontrou resultados conflitantes entre grandes estudos observacionais e concluiu que os dados disponíveis ainda não demonstravam uma relação causal definitiva. (PubMed)

Portanto, a conclusão mais responsável neste momento é:

existe um sinal que merece investigação, mas ainda não está comprovado que as canetas emagrecedoras sejam a causa da neuropatia óptica em todos esses casos.

E a tirzepatida?

A tirzepatida também está sendo acompanhada dentro do cenário de farmacovigilância dos medicamentos GLP-1/GIP.

Entretanto, não é correto simplesmente transferir automaticamente os resultados encontrados com semaglutida para todos os medicamentos da classe.

Uma revisão de 2026 observou que os sinais relacionados à NOIA foram mais consistentes para a semaglutida subcutânea, enquanto os dados para tirzepatida e outros medicamentos ainda são mais limitados ou inconsistentes. (PubMed)

Existe diferença entre medicamento regular e produto clandestino?

Sim, e esse ponto merece atenção.

A Anvisa e a Polícia Federal também investigam produtos irregulares contendo agonistas de GLP-1. Foram identificados problemas relacionados à origem dos insumos, controle de qualidade, esterilidade, armazenamento e conservação de determinados produtos irregulares. (Serviços e Informações do Brasil)

Portanto, não se deve misturar automaticamente:

medicamento aprovado e utilizado conforme prescrição

com

produto falsificado, contrabandeado ou manipulado irregularmente.

Produtos de origem desconhecida podem apresentar riscos adicionais que não têm necessariamente relação com o princípio ativo aprovado.

Quais sintomas exigem atenção?

Uma alteração visual súbita nunca deve ser ignorada.

Procure atendimento médico rapidamente se ocorrer:

  • perda súbita da visão;

  • aparecimento repentino de uma área escura no campo visual;

  • perda de visão em um dos olhos;

  • redução importante e inesperada da acuidade visual;

  • alteração visual acompanhada de outros sintomas neurológicos.

A avaliação precoce é importante porque existem diversas causas possíveis de perda visual súbita, algumas delas emergenciais.

Então as pessoas devem parar as canetas?

A existência dessa investigação não significa que todas as pessoas que utilizam esses medicamentos devam interromper o tratamento por conta própria.

A decisão depende da indicação do medicamento, dos fatores de risco individuais, do histórico ocular e das condições de saúde de cada paciente.

Quem apresentar uma alteração visual súbita deve procurar atendimento médico imediatamente e informar todos os medicamentos utilizados.

Conclusão

A investigação sobre as canetas emagrecedoras e a perda de visão merece atenção, mas é importante evitar conclusões precipitadas.

O principal mecanismo estudado é a neuropatia óptica isquêmica, na qual ocorre comprometimento do suprimento sanguíneo do nervo óptico.

Entre os possíveis fatores envolvidos estão alterações na perfusão, pressão arterial, desidratação e características individuais do nervo óptico.

Em pessoas com diabetes, também é necessário considerar a possibilidade de alterações da retina associadas a uma redução muito rápida da glicemia.

A ciência ainda está tentando responder uma pergunta fundamental:

o medicamento é diretamente responsável pelo aumento do risco ou determinados pacientes que utilizam esses medicamentos já apresentam características que aumentam naturalmente o risco de perda visual?

Os estudos publicados em 2026 apresentam resultados diferentes. Por isso, novas pesquisas e o acompanhamento da farmacovigilância serão fundamentais para esclarecer essa relação.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou oftalmológica.

Insulina inalável: como funciona, benefícios e ação



A insulina inalável surgiu como uma alternativa à aplicação de insulina por injeção, principalmente para o controle da glicose durante as refeições. Em vez de ser aplicada com seringa, caneta ou bomba, a insulina é administrada pelos pulmões por meio de um inalador e chega rapidamente à corrente sanguínea.

Um dos principais medicamentos dessa categoria é a Afrezza, uma insulina humana de ação ultrarrápida disponível nos Estados Unidos. A proposta é oferecer uma alternativa para a chamada insulina das refeições, também conhecida como insulina prandial.

Como a insulina inalável funciona?

O medicamento é colocado em um cartucho específico, que é inserido no inalador. Ao inspirar pela boca, a insulina chega aos pulmões, onde é absorvida e passa rapidamente para a circulação sanguínea.

Essa via de administração proporciona um início de ação mais rápido do que muitas formulações de insulina injetável. No caso da Afrezza, a redução da glicemia pode começar aproximadamente 12 minutos após a inalação.

Por ter uma ação rápida, a insulina inalável pode ser administrada mais próxima do momento da refeição. Isso pode ser interessante em situações nas quais o horário ou a quantidade de alimentos consumidos não são totalmente previsíveis.

Quais são os principais benefícios?

Entre os possíveis benefícios da insulina inalável estão:

  • Ação ultrarrápida, com início do efeito em aproximadamente 12 minutos.

  • Administração sem injeção, o que pode ser uma alternativa para pessoas que têm dificuldade ou desconforto com aplicações frequentes.

  • Maior flexibilidade em relação ao horário da refeição, já que a aplicação pode ocorrer mais próxima do momento de comer.

  • Absorção pulmonar rápida, permitindo que a insulina chegue à circulação de maneira relativamente veloz.

  • Pode ser utilizada como insulina das refeições, reduzindo parte da necessidade de aplicações de insulina de ação rápida por via subcutânea.

É importante destacar, entretanto, que esses benefícios não significam que a insulina inalável seja adequada para todas as pessoas. A escolha do tratamento depende do tipo de diabetes, controle glicêmico, função pulmonar, rotina e avaliação individual feita pela equipe de saúde.

Qual é a ação e a meia-vida?

A Afrezza apresenta um perfil farmacocinético bastante rápido. O efeito começa aproximadamente 12 minutos após a inalação, com rápida elevação da concentração de insulina no sangue.

A meia-vida aparente da insulina inalável é curta, em torno de 30 a 50 minutos, embora o efeito sobre a glicemia não seja determinado exclusivamente pela meia-vida do medicamento no sangue.

De maneira geral, sua ação é mais concentrada no período próximo à refeição, característica que diferencia a insulina inalável das formulações de ação mais prolongada.

Essa velocidade também exige atenção. Como a glicose pode continuar subindo depois da refeição, especialmente após refeições com maior quantidade de gordura ou proteína, algumas pessoas podem precisar de ajustes individualizados no tratamento.

A insulina inalável substitui todas as aplicações?

Não.

No diabetes tipo 1, a insulina inalável não substitui a necessidade de insulina basal. O organismo continua precisando de uma quantidade contínua de insulina para controlar a glicose entre as refeições e durante o período de jejum.

Por isso, a insulina inalável pode ser utilizada para cobrir as refeições, enquanto a insulina basal continua sendo necessária.

Um dos desafios: acertar a dose

Um ponto importante é que a dose da insulina inalável não deve ser simplesmente convertida de forma automática a partir da dose de insulina injetável.

O estudo INHALE-3, que acompanhou 123 adultos com diabetes tipo 1 durante 17 semanas, mostrou que uma conversão de 1 para 1 entre a dose de insulina injetável e a inalável não funcionava adequadamente para muitos participantes.

Os resultados indicaram que uma dose inicial próxima do dobro da quantidade de insulina injetável utilizada anteriormente poderia ser necessária em muitos casos, seguida de ajustes individualizados.

Isso reforça que a utilização da insulina inalável exige acompanhamento médico e monitorização da glicose.

O que os estudos mostraram?

Ao final das 17 semanas do estudo INHALE-3, a média de A1C foi de 7,6% nos dois grupos avaliados.

Entre os participantes que utilizaram Afrezza:

  • 28% reduziram a A1C em pelo menos 0,5%;

  • 21% apresentaram aumento da A1C;

  • 25% tiveram melhora no tempo dentro da faixa-alvo de glicose;

  • 31% apresentaram piora nesse indicador.

Na extensão do estudo, com mais 13 semanas de acompanhamento, 42% das pessoas que utilizaram Afrezza atingiram A1C inferior a 7%.

Esses resultados mostram que a resposta ao tratamento pode variar bastante entre as pessoas. Portanto, a insulina inalável não deve ser apresentada como uma solução universal ou necessariamente superior à insulina injetável.

E as refeições com muita gordura ou proteína?

Outro aspecto que merece atenção é a composição da refeição.

Alimentos ricos em gordura ou proteína podem retardar a elevação da glicose após a refeição. Como a insulina inalável tem ação muito rápida, pode existir um descompasso entre o momento em que a insulina atua e o momento em que a glicose da refeição aumenta.

Por isso, o acompanhamento da glicemia e os ajustes individualizados são importantes, especialmente para pessoas que apresentam elevações tardias da glicose após determinadas refeições.

E a Afrezza no Brasil?

A AfREZZA chegou a receber aprovação da Anvisa, mas sua utilização no país foi limitada e o produto acabou sendo descontinuado.

Entre os fatores associados à baixa utilização estavam o custo, a adesão ao tratamento e os resultados considerados abaixo das expectativas em determinados contextos.

Atualmente, portanto, a experiência brasileira com a insulina inalável é bastante diferente da disponibilidade observada nos Estados Unidos.

Insulina inalável é melhor que insulina injetável?

A resposta não é simples.

A principal diferença está na forma de administração e na velocidade de ação. Para algumas pessoas, evitar aplicações antes das refeições pode representar uma vantagem. Por outro lado, a necessidade de ajustar corretamente a dose, o custo, a disponibilidade e as características individuais do paciente podem limitar sua utilização.

Além disso, no diabetes tipo 1, a insulina inalável não elimina a necessidade de insulina basal.

Em resumo

A insulina inalável representa uma alternativa tecnológica à insulina prandial injetável. Sua principal característica é a ação muito rápida, com início do efeito da Afrezza aproximadamente 12 minutos após a inalação e meia-vida aparente curta.

Apesar da praticidade e da velocidade de ação, o tratamento exige individualização da dose, monitorização da glicose e acompanhamento profissional. Os estudos mostram que algumas pessoas podem se beneficiar, enquanto outras podem apresentar piora do controle glicêmico.

Como acontece com qualquer tratamento para diabetes, a decisão de utilizar ou não a insulina inalável deve ser feita individualmente, considerando os riscos, benefícios, características da rotina e objetivos de controle glicêmico.

Tadalafila ou Sildenafila, qual o efeito dura mais tempo?



O Viagra (Sildenafila) e o Cialis (Tadalafila) são inibidores da fosfodiesterase tipo 5, eles não causam diretamente uma ereção do pênis, mas alteram a resposta do corpo à estimulação sexual.

Diferença entre o Viagra e o Cialis



- Ambos demonstraram excelente eficácia em geral. O Viagra, com 84%, é ligeiramente mais eficaz que o Cialis com 81%.

- O Viagra começa a agir com 30 minutos (efeito retardado se tomado com comida) e tem duração de 4 a 5 horas.

- Já o Cialis começa a agir com 16 a 45 minutos (efeito NÃO atrasado pela comida) e tem duração da ação de 36 horas.

- O Cialis tem um início de ação mais lento e maior duração de ação, o que é atribuído à sua meia-vida mais longa.

- Homens que desejam espontaneidade podem optar pelo Cialis, que é capaz de permitir uma relação sexual bem sucedida até 36 horas após a administração, mesmo que leve mais tempo para atingir o efeito máximo. ⠀

Efeitos colaterais do Viagra e Cialis

- Anormalidades visuais são encontradas com Viagra mas são improváveis com Cialis. 

- Dor nas costas e dores musculares (mialgia) podem ocorrer com Cialis, mas são incomuns com o Viagra.

- Os efeitos colaterais do Cialis tendem a durar mais tempo, mas são menos marcados do que com as outras drogas.

Qual é mais eficaz?

Ambos são eficazes e seguros desde que usado com a indicação correta. São usados em situações diferentes;

- Viagra para uma resposta rápida e passageira;

- O Cialis, como dura mais tempo no corpo, aumenta a espontaneidade em relação ao Viagra;

- Cialis pode ser tomado com alimentos pois não há redução na absorção, ao contrário do Viagra.

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