segunda-feira, 11 de junho de 2018

Alimentos, afinal, o que deve ficar na geladeira?




Na hora de guardar os alimentos geralmente surge aquela incerteza: o que precisa ou não ficar na geladeira. Esta questão ainda gera muitas dúvidas e suscita debate.

As geladeiras normalmente ficam cheias de alimentos que poderiam ser armazenados do lado de fora. Então, por que tanta gente insiste em colocar quase tudo dentro delas?

Afinal, alimentos como ovos, manteiga e algumas frutas precisam necessariamente ficar o tempo todo refrigerados?


Alguns alimentos como o ketchup por exemplo, tem um nível de acidez que junto com seu conteúdo, que leva sal e açúcar, os torna microbiologicamente seguros para serem mantidos em temperatura ambiente e 
não há nenhum risco para a saúde se ele ficar do lado de fora da geladeira.

Algumas recomendações sobre a melhor forma de armazenar certos alimentos

- Ketchup: pode ter a cor e o sabor alterados se ficar fora da geladeira, mas sua acidez garante que seja seguro consumi-lo mesmo assim.

- Tomates: perdem o sabor se forem refrigerados, porque a produção de enzimas é reduzida.

- Bananas: dentro da geladeira, aumenta o prazo para consumo, mas precisam amadurecer do lado de fora antes.

- Abacates: não amadurecem apropriadamente se forem refrigerados ainda verdes.

- Ovos: é melhor mantê-los na geladeira, assim, serão armazenados a uma temperatura constante.

- Sobras de alimentos: é preciso esperar que esfriem antes de colocá-las na geladeira, mas precisam ser consumidas em no máximo dois dias.

- Pão: podem ressecar e até envelhecer mais rápido dentro da geladeira, mas podem ser congelados.

- Cebolas e batatas: melhor manter em um armário fresco e escuro.

- Manteiga: mantenha no refrigerador, em especial as sem sal, mas pode ficar do lado de fora por um dia ou dois.

Dicas para não precisar manter alguns alimentos na geladeira

Como existe um "medo cultural" de deixar o alimento fora do refrigerador e vê-lo estragar, a solução, pode ser a conserva de alimentos, usando sal e água. Para o caso de alguns doces, como geleia, propõe conservas açucaradas. Veja algumas dicas:


- Três colheres de sal para cada dois quilos de legumes triturados. O chucrute (conserva de repolho fermentado) e o kimchee (fermentado coreano de vegetais) são ótimos.

- Alimentos cozidos, pode mantê-los frios do lado de fora, mas é preciso guardar em um pote apoiado em um chão de pedra para comê-lo no dia seguinte.

- Alimentos como tomates, frutas cítricas e ovos não devem ficar na geladeira. O ideal é deixar em ambiente ventilado e não exposto ao sol.


Com informação de BBC.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

3 vitaminas que impedem a perda de memória


Problemas cognitivos tem sido muito comum com o envelhecimento, após certa idade a maioria das pessoas desenvolvem algum grau sério de demência. O esquecimento ocorre pela perda das funções mentais e diminuição de neurônios causando o tão temido Alzheimer.

De acordo com pesquisas o desenvolvimento de Alzheimer pode ser relacionado com combinação entre fatores genéticos, ambientais, estilo de vida e aumento dos níveis de homocisteína.

Grande quantidade de homocisteína tem sido associado além de Alzheimer, ao risco de doenças cardíacas.

A homocisteína é um aminoácido naturalmente presente em nosso corpo e é produzida a partir da metionina, um aminoácido encontrado em diversos alimentos; como carne vermelha, frutos do mar, laticínios e ovos. A homocisteína não é adquirido pela alimentação, mas seus níveis estão diretamente ligados a ela.

Estudos tem demonstrado que a suplementação com vitaminas do complexo B reduz significativamente os níveis de homocisteína em pacientes com déficit cognitivo médio, além de diminuir a taxa de atrofia do cérebro.

Equilibrando os níveis de Homocisteína

A produção de homocisteína é decorrente de um processo que ocorre a partir da alimentação, a nutrição é o melhor caminho para manter os níveis equilibrados.

Para reduzir os níveis desse aminoácido, nosso corpo precisa de três vitaminas: folato (ácido fólico), vitamina B12 e vitamina B6. Veja como suprir as necessidades diárias destas vitaminas e manter seu cérebro jovem:

- Folatos (Vitamina B9)

É recomendado uma ingestão diária de 20-35 mcg de folatos na dieta alimentar para bebés, 50-150 mcg para as crianças, 180 mcg para as mulheres e 200 mcg para os homens.

Fontes de B9: folhas verde-escuras, vegetais como espinafre, nabo, salsa, alface romana,  brócolis, couve-flor e lentilhas também podem ser incluídas na lista de alimentos com boas concentrações de folato.

O consumo regular desses alimentos, como é o caso das folhas verdes escuras, tem a capacidade de reduzir os níveis de homocisteína no organismo em pouco tempo.

- Vitamina B12

É recomendado uma ingestão diária de 2,0 mcg para adultos de B12 e as fontes são: produtos animais, em particular a carne de órgãos (fígado, rins, coração, cérebro), outras boas fontes são o peixe, os ovos e os lacticínios.

- Vitamina B6

A ingestão diária recomendada da vitamina B6 para os adultos do sexo masculino 2,0 mg por dia e em 1,6 mg para as mulheres. 

As fontes são: carne de galinhas, fígado de vaca, porco e vitela são excelentes fontes de piridoxina. Peixes (atum, truta, halibute, arenque e salmão), nozes (amendoins, avelãs), pão, milho e cereais de grão integral, feijões, couve-flor, as bananas e as passas são ótimas fontes de vitamina B6.

A ingestão equilibrada de folato, vitamina B6 e B12 é de suma importância, podendo ser a chave para reduzir as chances de desenvolver doenças do cérebro.

domingo, 20 de maio de 2018

Falta de Vitamina D na gravidez pode causar Autismo



Nos últimos 30 anos houve um aumento dramático e preocupante nas taxas de transtorno do espectro autista (TEA) e os especialistas acreditam que essas taxas continuarão a aumentar.


De acordo com pesquisa sênior do MIT, nas próximas duas décadas, metade de todas as crianças nascidas terão algum tipo de transtorno autista se a atual tendência continuar inalterada. Então, que fator é responsável por esta epidemia?

Um número crescente de pesquisas indica que os distúrbios cerebrais são o resultado de uma exposição excessiva a toxinas, incluindo o Roundup, um pesticida comumente usado, tanto durante a gravidez quanto após o nascimento e deficiência de vitamina D.

Um estudo baseado em população multiétnica publicado na Molecular Psychiatry revelou que a deficiência de vitamina D durante a gravidez foi associada a um aumento nas características relacionadas ao autismo em crianças de seis anos de idade.

Assim como a suplementação pré-natal de folato reduziu a incidência de espinha bífida, a suplementação pré-natal de vitamina D pode reduzir a incidência de autismo.

Quantidade Ideal de Vitamina D


A deficiência de vitamina D foi definida como uma concentração de 25 OHD abaixo de 10 nanogramas por mililitro (ng/mL) ou 25 nmol por litro (nmol/L). Um nível de vitamina D entre 10 a 19,96 ng/mL (25 a 49,9 nmol/L) foi considerado insuficiente, enquanto um nível de 20 ng/mL (50 nmol/L) ou mais foi considerado suficiente.

Para uma gravidez e bebê saudáveis, é recomendado que o seu nível de vitamina D esteja entre 40 e 60 ng/mL (100 e 150 nmol/L).

Para entender por que a vitamina D desempenha um papel tão importante na função cerebral (e disfunção), é importante entender que a vitamina D realmente é convertida em um hormônio esteroide (outros hormônios esteroides incluem estrogênio e testosterona).

Como um hormônio esteroide, ela regula mais de 1.000 processos fisiológicos diferentes, e considera-se que ela controla pelo menos 5 por cento do genoma humano. Quando você tem vitamina D suficiente no seu corpo, ela liga-se aos receptores de vitamina D localizados em todo o seu corpo, agindo assim como uma chave que abre a porta proverbial.

O complexo de receptores de vitamina D pode penetrar no interior do DNA, onde reconhece a sequencia do código que indica o complexo do receptor de vitamina D para ativar o gene (tornando-o ativo) ou desativado (tornando-o inativo).

No intestino, a vitamina D desativa o gene responsável pela fabricação de TPH (a enzima que converte o triptofano em serotonina). Desta forma, a vitamina D ajuda a combater a inflamação no intestino causada por níveis excessivos de serotonina.

Enquanto isso, no cérebro, o gene de triptofano hidroxilase possui uma sequência que causa a reação oposta. Aqui, a vitamina D ativa o gene, aumentando assim a produção de serotonina.

Dicas para Aumentar a Vitamina D no Organismo

- Obter vitamina D naturalmente a partir da exposição ao sol.

- Embora a luz solar seja a maneira ideal de otimizar sua vitamina D, o inverno e o trabalho impedem que mais de 90% das pessoas obtenham níveis ideais sem suplementação.

- Suplementação de Vitamina D.

- Aumentar a sua ingestão de vitamina K2 e magnésio, quer por meio de alimentos ou suplementos, e busque mudar-se para ou ficar de férias por longos períodos de tempo nos subtrópicos para obter vitamina D naturalmente a partir da exposição ao sol.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Chá verde previne Mal de Alzheimer


O chá verde é muito usado na medicina tradicional chinesa há séculos, no Brasil, ele ganhou fama de ser um aliado para quem quer emagrecer, porém um 
estudo publicado na revista Phytomedicine aponta que esse tipo de chá também tem um papel vital na proteção do organismo contra o câncer e pode ser eficaz no combate das principais causas do Mal de Alzheimer. 

De acordo com pesquisa realizada no Reino Unido, o chá verde tem propriedades que protegem o cérebro e inibem o crescimento de células cancerígenas.

A pesquisa foi realizada na Universidade de Newcastle, no Reino Unido, e tinha como principal objetivo investigar se as propriedades do chá verde ainda estavam ativas depois de serem ingeridas e se elas realmente eram absorvidas pelo organismo.

De acordo com Ed Okello, um dos responsáveis pela pesquisa, as propriedades do chá verde são potencializadas durante o processo de digestão. "As substâncias químicas resultantes da digestão da bebida são realmente mais eficazes contra as principais causas do desenvolvimento de Alzheimer do que a forma não digerida do chá".

Dois compostos são conhecidos por desempenhar um papel significativo no desenvolvimento da doença de Alzheimer – o peróxido de hidrogênio e uma proteína conhecida como beta-amilóide. 

Estudos realizados anteriormente demonstraram que compostos conhecidos como polifenóis, presentes no chá verde, possuem propriedades neuroprotetoras que impedem que as substâncias que causam a doença se fixem no cérebro.

"Além disso, descobrimos também que os compostos digeridos tinham propriedades anticancerígenas que diminuíram significativamente o crescimento das células tumorais usadas em nossos experimentos”.

O próximo passo dos pesquisadores é descobrir qual a quantidade ideal de consumo da para que ela tenha um efeito protetor no organismo humano.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Medicamentos que podem Engordar






Corticóides, pílulas anticoncepcionais, antidepressivos, ansiolíticos e algumas substâncias usadas no combate aos sintomas da menopausa são uma das principais drogas que podem facilitar o ganho excessivo de peso.

Muitas pessoas queixam-se de ganhar peso e geralmente isso acontece devido à retenção de líquido, lentidão no metabolismo ou aumento no apetite causado pelos próprios medicamentos. Desta forma é aconselhado ao paciente pedir ao médico a substituição de um medicamento que gere aumento de peso por outro que não tenha esse efeito, sempre que possível.

Controlar mais de perto a dieta e priorizar a realização de atividades físicas são as melhores formas de combater o problema, pois o principal motivo de ganho de peso sempre é o comer mais.


Medicamentos que podem gerar ganho de peso

Antidepressivos tricíclicos


Medicamentos como a amitriptilina e nortriptilina causam aumento de apetite e, por consequência, ganho de peso que pode significar em até 2,5 kg a mais por mês, porém com uma dieta regrada e exercícios físicos regulares o ganho de peso pode ser controlado.

Leia aqui: Quanto tempo demora para que os Antidepressivos faça efeito?

Anti-histamínicos 


Os mais usados são cetirizina ou fexofenadina (allegra), dexclorfeniramina (histamim).

Os anti-histamínicos são componentes de muitas medicações anti-alérgicas. Alguns antidepressivos têm efeito anti-histamínico e podem aumentar a fome.

Medicações anti-psicóticas da classe dos anti-psicóticos atípicos

Olanzapina, quetiapina - usada para esquizofrenia e transtorno bipolar, e risperidona – usada no tratamento do transtorno bipolar, psicose e transtorno obsessivo compulsivo.

Esses medicamentos ocasionam aumento de resistência insulínica podendo levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, podem provocar algumas alterações em nível celular, alterando o metabolismo da glicose.

Os antipsicóticos (usados no tratamento da esquizofrenia), os antiepiléticos e a cinarizina (indicada para casos de labirintite) também aumentam o apetite. Esses medicamentos interferem na ingestão alimentar, quer por aumentar a fome ou por diminuir a saciedade.

Anti-hipertensivos beta-bloqueadores


Atenolol, metoprolol (selozok), eles aumentam a sensação de fadiga, contribuindo para a inatividade física e redução do gasto energético.

Corticoides

Os corticoides mais conhecidos são dexametasona, betametasona, prednisona, beclometasona.

Esses medicamentos aumentam a retenção hídrica (incham) e geram resistência insulínica (aumentam a glicose no sangue). Além disso, são estimuladores do apetite e podem reduzir a taxa metabólica.

O corticoide estimula o aumento do tecido gorduroso e a redução da massa muscular, mas isto depende diretamente de uma série de fatores como pré-disposição genética e dose do medicamento ingerido.

Com doses altas de corticoide por um tempo prolongado podem causar ganho até 20 quilos em um ano, pois a cortisona piora o funcionamento do hormônio insulina. A sensação é de um descontrole de fome. Isso só acontece quando o uso é crônico, por mais de um mês. Em quem toma esporadicamente, não acontece nada.

Leia aqui: Uso Prolongado de Corticoides pode causar Diabetes e Hipertensão

Medicamentos para o controle do diabetes


As drogas da classe das sulfoniluréias: glibenclamida, glicazida e glimepirida, aumentam os níveis de insulina no sangue, ocasionando aumento de apetite e acúmulo de gordura. O uso de insulina também está associado ao aumento de peso.

Outros medicamentos da classe das glitazonas – pioglitazona e rosiglitazona – geram retenção hídrica e aumentam o processo de diferenciação das células de estoque de gordura.

Estabilizadores de humor

Medicamentos como ácido valpróico e o carbonato de lítio causam aumento de apetite e, portanto, ganho de peso. O carbonato de lítio costumam aumentar muito a fome.

Anticoncepcionais


Anticoncepcionais de dosagens mais altas, (1º geração) são associados ao ganho de peso por retenção hídrica.

Os anticoncepcionais a base de estrógeno levam ao aumento de peso por retenção de líquidos. O estrógeno pode, eventualmente, alterar o metabolismo, deixando a pessoa um pouco menos saciada e com sensação de estômago vazio. Prefira os anticoncepcionais que contêm progesterona.

Leia aqui: Anticoncepcionais - Qual devo Usar?


Dicas

Como vários medicamentos podem causar o ganho de peso é interessante o paciente ao sentir os efeitos indesejados pedir o médico a substituição de um medicamento que gere aumento de peso por outro que não tenha esse efeito, sempre que possível.

Porém se o uso do medicamento for inevitável, o mais importante é controlar a dieta mais de perto e de forma mais rígida e praticar exercício físico que nesses casos é fundamental para manter o peso.

Leia aqui: Principais Interações entre Medicamentos
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