segunda-feira, 22 de julho de 2019

Diferenças entre Dor nos Rins e Dor na Coluna


Dor na Coluna

O principal diagnóstico diferencial para a dor no rim é a dor de origem músculo esquelética da coluna lombar, conhecida como lombalgia. Na verdade, a maioria dos casos de dor lombar tem origem na coluna e seus ligamentos e músculos. Apenas uma pequena parte dos casos é realmente de origem renal.

A principal característica da dor doenças musculoesqueléticas da coluna é o fato desta ter características mecânicas, ou seja, é uma dor que piora com o movimento e em determinadas posições, mas costuma aliviar com o repouso. 


As dores de origem musculoesqueléticas também podem causar certa rigidez, impedindo o paciente de fazer movimentos com a coluna. Outras características comuns são a irradiação da dor para a perna, podendo ir até a altura do joelho, fraqueza muscular nos pés e perda de sensibilidade em um dos membros inferiores .

As dores de coluna costumam ser quadros mais arrastados, com dores de intensidade moderada que duram meses ou até anos. Na maioria dos casos não há outros sintomas, como febre, vômitos, sangue na urina, perda de apetite, etc.

Dor nos Rins

A dor no rim tem características próprias dependendo da doença responsável pelo seu aparecimento. Além da dor em si, os sintomas associados ajudam muito no esclarecimento da causa.

Exemplos:

- A dor do cálculo renal, chamada de cólica renal, é uma excruciante dor lombar unilateral, talvez a pior dor que o paciente já tenha sentido na vida. Ela surge repentinamente, vai piorando ao longo das próximas horas e não melhora com nada, deixando o paciente extremamente inquieto. Não adianta levantar, deitar, sentar, curvar-se, massagear as costas… nada funciona! O paciente fica “enlouquecido” com a dor. É comum haver vômitos e presença de sangue na urina. A dor do cálculo renal pode irradiar para flancos ou para região da virilha.

- A dor da infecção dos rins, chamada pielonefrite, é uma dor lombar unilateral que geralmente vem associada à febre, calafrios, queda do estado geral, náuseas e vômitos. A dor lombar não tem a ver com posição do tronco ou movimentos da coluna. Sentar, deitar ou levantar não interferem com a dor. Porém, leves socos na região lombar podem agravar a dor, sendo esta uma manobra que os médicos usam durante o exame físico.

- A dor lombar dos pacientes com rins policísticos é mais difícil de ser distinguida. Além dela poder ter características semelhantes às das dores de coluna, como agravamento ao andar ou após movimentos do tronco, se o rim for muito grande, ele próprio pode causar sobrecarga dos músculos e ligamentos da coluna lombar, levando à lombalgia crônica.

Pacientes com rins policísticos podem ter dor renal devido a várias causas, incluindo aumento do tamanho dos cistos, rotura ou sangramento de um cisto, infecção renal, pedra nos rins, etc. Além disso, o rim policístico também pode causar dor abdominal se for muito grande

Resumindo, em geral, é fácil distinguir uma dor de origem renal de uma lombalgia musculoesqueléticas. Não só as características da dor costumam ser bem distintas, como também os sintomas associados são completamente diferentes.

Leia o texto original no site MD.Saúde: DOR NO RIM - MD.Saúde

Md Saúde

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Sintomas de Intolerância a Lactose



O QUE É INTOLERÂNCIA À LACTOSE?

Intolerância à Lactose é o termo utilizado para pessoas que não conseguem digerir produtos lácteos (leite e seus derivados). Esta impossibilidade de digestão geralmente ocorre em pessoas que não produzem a enzima lactase ou produzem-na em quantidade insuficiente para realizar a digestão da lactose. A maioria das populações têm uma perda progressiva da capacidade de absorção da lactose que inicia-se após os primeiros anos de vida.

O QUE É LACTOSE E LACTASE?

A Lactose é o açucar do leite, um dissacarídeo que com a ação da enzima lactase, tranforma-se em dois monosacarídeos: glucose e galactose. Estes carbohidratos simples, após formados, são facilmente absorvidos pelo corpo. No entanto, a falta ou deficiência na produção da lactase faz com que a lactose chegue até o intestino grosso sem ser absorvida pelo organismo. Ela é fermentada por bactérias causando gases e sintomas típicos de indigestão.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA INTOLERÂNCIA À LACTOSE?

Os sintomas mais comuns são a diarréia (ou à vezes constipação), distensão abdominal, gases, náusea e sintomas de má digestão. A severidade dos sintomas dependerá da quantidade de lactose ingerida assim como da quantidade de lactose que seu organismo tolera.

COMO SABER SE VOCÊ TEM INTOLERÂNCIA À LACTOSE?

Em primeiro lugar é muito importante ressaltar que existem níveis de intolerância, pois a quantidade de enzima lactase produzida pelo corpo varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas possuem uma deficiência mínima na produção da enzima, ao passo que outras não a produzem. Isto irá afetar o seu nível de intolerância.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE EXAMES EXISTENTES?

1. Tolerância à lactose: a lactose depois de digerida produz duas moléculas: a glicose e a galactose. Para fazer este teste o paciente ingere em jejum um líquido com dose concentrada de lactose e durante duas horas obtém-se várias amostras de sangue para medir o nível de glicose, que reflete a digestão do açúcar do leite. Se a lactose não é quebrada, o nível de glicose no sangue não aumentará e, conseqüentemente, o diagnóstico de intolerância à lactose será confirmado. Este exame não é indicado para crianças pequenas.

2. Hidrogênio exalado: (em inglês, Hidrogen Breath Test). Este exame mede a quantidade de hidrogênio exalado, que em situações normais é bem pequena. O quadro é diferente quando as bactérias do intestino grosso fermentam a lactose (que não foi digerida) e produzem vários gases, incluindo o hidrogênio, que por sua vez é absorvido e ao chegar aos pulmões e é exalado. Para fazer o exame, o paciente ingere uma solução de lactose e o hidrogênio expirado é medido em intervalos regulares. Níveis elevados de hidrogênio indicam uma digestão inadequada da lactose.

3. Deposição de ácidos : trata-se de um exame indicado tanto para crianças pequenas como para crianças maiores. A lactose não digerida é fermentada pelas bactérias do intestino grosso e produzem ácido láctico e ácidos graxos de cadeias curtas e ambos podem ser detectados em uma amostra de deposição.

4. Exame Genético: este é um exame novo, que promete ser a melhor forma de diagnosticar a intolerância à lactose pois é rápido e não produz sintomas desagradáveis como no caso do exame de ingestão de lactose. Neste exame o paciente retira uma pequena amostra de sangue e seu DNA é estudado para verificar se há mutação em relação à produção da enzima lactase. O resultado sai em 5 dias.

COMO TRATAR A INTOLERÂNCIA À LACTOSE

Não existe cura para a intolerância à lactose, mas é possível tratar os sintomas limitando, ou em alguns casos, evitando produtos com leite ou derivados. Muitas pessoas com IL conseguem ingerir leites deslactosados e outros produtos com baixo teor de lactose sem sentir os sintomas da intolerância à lactose. Com o passar do tempo e uma adaptação aos hábitos alimentares, cada pessoa pessoa aprenderá sobre quais alimentos lácteos poderá ingerir sem sentir sintomas.

Uma outra opção bastante comum é o uso de cápsulas de lactase, um suplemento alimentar que auxilia na digestão da lactose.

REPOSIÇÃO DE CÁLCIO

Uma das maiores preocupações para pessoas com intolerância à lactose é adotar uma dieta que suplemente os nutrientes encontrados no leite, principalmente o cálcio. Cerca de 70% do cálcio da alimentação humana vêm do leite e seus derivados. Por esta razão, é importante, na medida do possível, manter uma dieta com ingestão de pelo menos alguns produtos lácteos, mantendo uma quantidade que seja bem tolerada pelo seu organismo. Além disso, é importante a orientação de um nutricionista para auxiliá-lo na readequação de seus hábitos alimentares.

Fonte:semlactose

Referências:

Tulla H. Lactose Intolerance. Journal of the American College of Nutrition, Vol. 19, No. 2, 165S–175S (2000)

International Foundation for Functional Gastrointestinal Disorders – www.iffgd.org

sábado, 13 de julho de 2019

Própolis - Remédio natural que tem ação antibiótica, antifúngica e anti-inflamatória

As abelhas fabricam uma das mais poderosas armas contra diversas doenças: a própolis. Sendo que o uso de própolis aumenta resistência do organismo e ainda tem ação antibiótica, antifúngica e anti-inflamatória.

A própolis é substância resinosa que as abelhas coletam das árvores e enriquecem com suas enzimas, que lhe conferem um grande valor na medicina natural e preventiva. Sua composição além das vitaminas do complexo B, C, H e A, a própolis também possui em sua composição flavonóides galangia (galanga Alpinia), resinas com bálsamo, cera e pólen.

A própolis ajuda as abelhas proteger a colmeia. Quando um bicho qualquer invade a colmeia, as abelhas picam e envolvem o invasor com uma casca de própolis. O mesmo processo era usado para embalsamar os corpos na Antiguidade.

Na natureza, a própolis funciona como um sistema imunológico externo, protegendo a colmeia de doenças, combatendo bactérias, fungos e vírus. A grande sacada dos pesquisadores foi perceber que esses benefícios poderiam ser aplicados também em prol da medicina.

Principais Benefícios da Própolis

- Ação antibacteriana;


- Antiviral;

- Antifúngica;

- Função imunoestimulante;

- Combate os radicais livres;

- Função cicatrizante;

- Analgésico;

- Repelente Natural - De acordo com o estudo, ficou evidente que a própolis exala na sudorese dois dos seus princípios ativos (flavona e vitamina B) que repelem os insetos.

Ação Repelente contra mosquito - Modo de Uso

Uso Preventivo

A tintura de Própolis na prevenção aos mosquitos da dengue, deve ser ingerida da seguinte forma: Adultos: de 30 a 40 gotas diluídas em água (ausente de cloro). Um copo a cada 6hs. Crianças: crianças de 0 a 10 anos deverão tomar a metade do peso corporal em gotas diluídas em água sem cloro (quantidade a critério).

Dicas Importantes

- Não esquecer de fazer o teste ALÉRGICO para ver se quem vai tomar a própolis não é alérgico.

- Nunca deixe de usar o repelente, passar o repelente na pele é a arma mais eficaz. A pele é uma barreira natural do corpo, mas o mosquito é capaz de quebra-la com sua picada, por isso é importante preveni-la.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Principais medicamentos para melhorar o Desempenho Mental


Drogas da inteligência, cada vez mais pessoas estão fazendo uso. Elas são chamadas de nootrópicos e tem unção de para melhorar o desempenho dos usuários no trabalho. Mas eles realmente funcionam?

Principais medicamentos para melhorar o Desempenho


Piracetam

O piracetam, foi descoberto pelo cientista romeno Corneliu Giurgea no início dos anos 1960. Quando os pacientes fizeram uso da substância pelo menos uma vez por mês, suas memórias registraram melhorias substanciais. Giurgea imediatamente reconheceu a importância de suas descobertas e cunhou o termo "nootrópico", que combina as palavras gregas para "mente" e "flexão".

O piracetam ajuda melhorar o desempenho, embora até hoje, décadas depois da descoberta, não haja evidências de que a substância de fato ajude a incrementar as habilidades mentais de pessoas saudáveis.

Creatina


A creatina consiste em um pó branco, que geralmente é misturado em bebidas açucaradas ou milkshakes, ou tomado em forma de pílula. A substância química é encontrada naturalmente no cérebro, e agora já há algumas evidências de que tomar uma quantidade extra de creatina pode melhorar sua memória operacional e sua inteligência.

Metilfenidato

O metilfenidato, medicamento vendido sob nome de Ritalina, aprovado como tratamento para pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), um distúrbio comportamental caracterizado por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

O problema é que a Ritalina traz sérios riscos e efeitos colaterais. 

Um dos resultados de tomar essa substância é a habilidade de solucionar tarefas mentalmente desgastantes, especialmente aquelas que proporcionam uma recompensa no final. Um estudo descobriu que muitas pessoas consideravam um problema matemático "interessante" quando faziam uso delas.

A Ritalina é conhecida por provocar vício, e já existem inúmeros relatos de funcionários que lutaram para se livrar. Há também efeitos colaterais, como nervosismo, ansiedade, insônia, dores de estômago e até queda de cabelo, entre outros.

Cafeína

Nos Estados Unidos, as pessoas consomem mais café do que refrigerantes, chá e suco juntos. Infelizmente, ninguém jamais estimou seu impacto no crescimento econômico - mas muitos estudos encontraram muitos outros benefícios. Curiosamente, a cafeína traz comprovadamente mais benefícios do que o suplemento comercial à base de cafeína que a empresa de Woo criou, que atualmente é vendido a US$ 17,95 por 60 comprimidos.

Nicotina


Os cientistas estão cada vez mais certos de que essa droga é um poderoso nootrópico, com a capacidade de melhorar a memória de uma pessoa e ajudá-la a se concentrar em certas tarefas - embora também apresente riscos óbvios bem documentados e efeitos colaterais.

Ginseng

O Ginseng é muito utilizado no combate a fadiga física e mental. Se utilizado com varfarina, clopidogrel , AAS, ibuprofeno e naproxeno aumenta o risco de sangramento. Em diabéticos o ginseng diminui a glicose no sangue causando hipoglicemia.

Outro efeito colateral do ginseng é desencadear efeitos estrogênicos causando sensibilidade nas mamas, alterar o período da menstruação, sangramentos vaginais, em homens pode aumentar o tamanho das mamas e diminuir a ereção.

O ginseng não deve ser usado se estiver tomando antidepressivo pois pode causar tremores, dor de cabeça e insônia. Para hipertensos o uso do ginseng não é recomendado pois altera a pressão sanguínea e diminui o efeito de medicamentos como nifedipino, anlodipino, atenolol, metropolol.

Guaraná

Muito utilizado como estimulante, o guaraná aumenta o efeito de analgésicos e se for utilizado com anticoagulantes pode causar sangramentos.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Sintomas Comuns de Plaquetas Baixas



Plaquetas são células características do sangue formadas na medula óssea, tem como função básica auxiliar no processo de coagulação sanguínea.

Ao sofrer uma lesão, as plaquetas se agrupam no local para que haja um bloqueio da saída de sangue dos vasos sanguíneos até que o organismo inicie o processo de reparo. Com isso, graças às plaquetas, perdemos pouco sangue até que o organismo tenha tempo de reparar o local lesionado.

Quantidade de plaquetas em condições normais de saúde:


- Entre 150.000 e 400.000 plaquetas por ml - Índice Normal, número de plaquetas abaixo destes valores é chamado de trombocitopenia e pode ocorrer problemas de coagulação e devem ser investigadas as causas.

Número de plaquetas abaixo do considerado normal em exame, pode significar:


- Condição genética ou a adquirida pela manifestação de doenças auto-imunes
.
- O uso de medicamentos.

- Câncer.

- Anemia devido à baixa produção de células sanguíneas na medula óssea.

- Formação de pequenos coágulos que podem esgotar os elementos da coagulação sanguínea, incluindo as plaquetas ou a doenças virais e a infecções.

Sintomas das Plaquetas Baixas


- Valores menores do que os normais, porém maiores do que 50.000 plaquetas por ml, não é possível perceber qualquer sintoma. 

- Contagem entre 30.000 e 50.000 plaquetas por ml pode ocasionar o surgimento de púrpuras, que são manchas avermelhadas pela pele, provocadas pela maior perda de sangue em lesões, já que não há plaquetas o suficiente para auxiliar no processo de coagulação sanguínea.

- Abaixo das 30.000 plaquetas por ml começam a ocorrer sangramentos espontâneos, o que passa a ser bastante perigoso quando o número de plaquetas abaixa para menos do que 10.000 por ml. Além da púrpura, outros sinais que as Plaquetas Baixas podem apresentar são sangramentos em locais específicos como gengivas, nariz e boca, além de eventuais perdas de sangue nas fezes e na urina.

Leia aqui : Uso de dipirona pode diminuir a Imunidade e as Plaquetas

Tratamento para as Plaquetas Baixas


- Evitar medicamentos como aspirina e anti-inflamatórios. Posteriormente, é preciso acompanhar por um período se as plaquetas continuam baixas. Só é indicado o uso de drogas para o aumento no número de plaquetas se estas estiverem abaixo de 30.000 por ml ou em casos de sangramentos graves.


- Se o número de plaquetas não chegar ao normal e, dessa forma, estiver acima dos 50.000 por ml é preciso acompanhamento freqüente e evitar atividades que possam causar lesões e sangramentos.

- Casos graves de Plaquetas Baixas por um tempo prolongado, pode ser indicada a retirada do baço.

Alimentos que aumentam as Plaquetas clique aqui neste Link.

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