Vitamina D diminui infecção causada pelo Covid-19



Duas recentes pesquisas norte-americanas associaram uma baixa concentração de vitamina D no sangue com maior risco de infecções pelo agente infeccioso. Entretanto, mais investigações são necessários.

Ambos os estudos dos EUA que avaliavam a interferência da vitamina D nos casos da COVID-19 foram realizados por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston. E foram também publicados pela revista científica Public Library of Science One (PLOS ONE).

Os cientistas defende que a suficiência de vitamina D está ligada a uma diminuição significativa do nível de marcadores inflamatórios dentro do organismo e a níveis mais elevados de células imunológicas no sangue.

Níveis baixo de vitamina D é associado com a gravidade da infecção, a perda de consciência e a dificuldade para respirar.

Segundo o estudo, pacientes com mais de 40 anos que tinham níveis suficientes de vitamina D apresentavam 51% menos probabilidade de morrer em decorrência da infecção causada pelo coronavírus. 

Na conclusão, os autores defendem: "É recomendado que a melhoria do status da vitamina D na população em geral e em pacientes hospitalizados, em particular, tenha um benefício potencial na redução da gravidade das morbidades e mortalidade associadas à infecção da COVID-19".

Deficiência nos níveis de vitamina D no sangue (uma concentração menor que 20 ng/mL) levam uma taxa de infecção 54% maior pelo vírus da COVID-19. Isso quando eram comparados com os pacientes que apresentavam níveis adequados de, pelo menos, 30 ng/mL no sangue da vitamina.

Melhor forma de obter nível ideal de Vitamina D


-Exposição ao Sol, diariamente, por pelo menos 15 minutos, entre às 10-14 horas, preferentemente, sem protetor solar;

- Alimentação rica em vitamina D;

- Se necessário a suplementação em doses 1.000-2.000 UI/dia, recomendadas para reposição nutricional, em cápsulas ou comprimidos.

Covid-19 - Vitamina D aumenta a imunidade para combater o Vírus


A Vitamina D conhecida também como colecalciferol é um composto lipossolúvel essencial para manter o equilíbrio mineral no corpo, ajudar na produção hormonal e aumentar a imunidade.

É um hormônio importante e se não estiver presente em nível suficiente, os ossos podem perder espessura e se tornar quebradiços, ou passar por deformações, causando uma condição conhecida como raquitismo, em crianças, ou osteomalacia, em adultos.

As sociedades médicas brasileiras adotam o limite de 20 ng/ml para adultos saudáveis e de 30 ng/ml para pessoas com doenças como osteoporose, gestantes e para quem fez cirurgia bariátrica.

Vitamina D no combate ao Covid-19

A vitamina D pode ter um papel importante no tratamento e prevenção da covid-19, sugere um estudo da Universidade de Turim que divulgou e analisou a relação entre a deficiência deste nutriente no corpo e o novo coronavírus.

Coordenado pelo professor Giancarlo Isaia, docente em geriatria e presidente da Academia de Medicina da cidade italiana, e por Enzo Medico, professor de histologia (estudo de tecidos), a pesquisa mostrou que "dados preliminares coletados nos últimos dias em Turim indicam que os pacientes com a covid-19 apresentam uma prevalência muita alta de deficiência de vitamina D".

Os dados apurados na pesquisa, segundo os dois especialistas, mostraram que a vitamina D tem papel ativo na regulação do sistema imunológico. 

Outras evidências indicam que o composto tem um efeito "na redução do risco de infecções respiratórias de origem viral, inclusive na do coronavírus". O elemento também teria capacidade de combater danos pulmonares causados por inflamações.

Ter vitamina D suficiente no organismo também "pode ser necessário para determinar uma maior resistência às infecções de covid-19, (possibilidade) que, apesar de haver menos evidências científicas, pode ser considerada verossímil", escrevem os pesquisadores.

Melhor Maneira de Obter Vitamina D

A melhor maneira de obter o hormônio é por via solar, e mesmo com o uso de protetor solar não há interferência de forma significativa na produção de vitamina D. 

A Sociedade brasileira de dermatologia determina que uma recomendação prática é nunca ficar no sol até a pele ficar avermelhada —nesse estágio há degradação, em vez de síntese, de vitamina D.

A dose recomendada de Vitamina D por dia é de 600 UI, veja os alimentos que contém este hormônio:

- 1 gema de ovo - 20 UI;

- 100g de atum enlatado - 230 UI;

- 100g de salmão - 250 UI;

- 100g de sardinha enlatada - 300 UI;

- 1 colher de chá de óleo de bacalhau - 400 UI;

- 10 minutos de sol - 3000 UI.

Dicas para Aumentar a Vitamina D no Organismo

- Obter vitamina D naturalmente a partir da exposição ao sol.

- Embora a luz solar seja a maneira ideal de otimizar sua vitamina D, o inverno e o trabalho impedem que mais de 90% das pessoas obtenham níveis ideais sem suplementação.

- Suplementação de Vitamina D.

- Aumentar a sua ingestão de vitamina K2 e magnésio, quer por meio de alimentos ou suplementos, e busque mudar-se para ou ficar de férias por longos períodos de tempo nos subtrópicos para obter vitamina D naturalmente a partir da exposição ao sol.

Abacaxi - Nova arma contra Covid-19?



O abacaxi pode ser uma nova arma contra o COVID-19?

Os resultados de um recente esforço de pesquisa nos Estados Unidos realizado por pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Nebraska indicam que o caule de abacaxi rico em bromelaína ou bromelaína pode ser utilizado como um agente antiviral contra a doença por coronavírus (COVID-19), mas também para potenciais surtos de coronavírus futuros.

A bromelaína é um suplemento dietético isolado do caule do abacaxi usado para tratar pacientes com dor, inflamação e trombose.

A síndrome respiratória aguda grave coronavírus-2 (SARS-CoV-2) já é bem conhecida por sua rápida transmissão de pessoa para pessoa, responsável pela disseminação implacável da pandemia do perigoso COVID-19.

Mas, a cada dia, aprendemos um pouco mais sobre a imunologia contra SARS-CoV-2. A interação inicial entre a Serina Protease Transmembrana 2 (TMPRSS2), a glicoproteína de pico inicial (proteína S) e a enzima conversora de angiotensina 2 da célula hospedeira (ACE-2) é um pré-requisito para a entrada na célula e a patogênese do COVID-19.

No momento, os pacientes infectados são tratados com diversos antivirais, anti-inflamatórios e antimaláricos. No entanto, a taxa de resposta é relativamente modesta e há necessidade de confirmar o perfil de segurança e eficácia dessas drogas contra COVID-19. 

A bromelaína diminui a expressão de ACE-2 e TMPRSS2 de uma maneira dependente da dose em células Vero E6. Além disso, a atividade proteolítica da cisteína da bromelaína foi notavelmente maior em ACE-2 quando comparada a TMPRSS2.

Ainda mais importante foi a descoberta de que o tratamento com bromelaína foi capaz de interromper a interação entre as células S-Ectodomínio e Vero E6, diminuindo significativamente a infecção por SARS-CoV-2 nesta linha celular.

Além disso, este estudo indica que a glicoproteína de pico SARS-CoV-2 tem glicanos N- e O-ligados altamente sialilados e a bromelaína conseguiu clivá-la. Consequentemente, uma perda de grupos de ácido siálico carregados negativamente nos glicanos ligados a N e O pode causar uma diminuição da mudança de mobilidade do S-ectodomínio.

A bromelaína pode ser utilizada para tratar pacientes com inflamação e dor e que o composto é bem absorvido e com atividade biológica prolongada. Todas essas vantagens podem ser exploradas no tratamento de pacientes com COVID-19.

Em conclusão, o caule de abacaxi rico em bromelaína ou bromelaína representa uma opção viável como antiviral para tratar não apenas COVID-19, mas também potenciais surtos futuros de outros coronavírus.

Brócolis ajuda controlar a glicose em pacientes com diabetes tipo 2



O brócolis é um vegetal da família das Crucíferas, é rico em cálcio ( 400 mg em 100 g de flores cruas), alto teor de ferro, vitamina A e Vitamina C, possui boa concentração de vitamina B1,B2 e B5 e minerais como potássio, fósforo e enxofre.

O brócolis além de ser muito nutritivo combate a anemias, inflamações, melhora a imunidade, previne a osteoporose e agora com descoberta de um novo estudo pode ajudar os pacientes com diabetes tipo 2 a administrar o açúcar no sangue.

Os pesquisadores descobriram um extrato concentrado de broto do brócolis que pode se tornar um suplemento valioso para a medicação existente e ajudar os pacientes com diabetes tipo 2 a administrar seu açúcar no sangue.

Diabetes tipo 2 tem se tornado uma epidemia mundial, mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo estão afligidas pelo doença e devido ao risco de danos nos rins, cerca de 15% da população doente não pode tomar a terapia de primeira linha, Metformina.

De acordo com estudo publicados na Science Translational Medicine, os pesquisadores descobriram que o composto Sulforafano tem as melhores características para controlar a diabetes tornando um o produto químico promissor.

O sulforafano é um composto natural encontrado em vegetais como o Brócolis e inibe a produção de glicose em células cultivadas e melhora a tolerância à glicose.

No estudo ficou comprovado que o extrato de broto concentrado de brócolis diminui os níveis de açúcar no sangue em pacientes obesos com diabetes tipo 2.

O Sulforafano visa um mecanismo central na diabetes tipo 2 e tem um perfil leve de efeitos colaterais. Como alimento funcional, pode atingir os pacientes mais rapidamente do que uma medicação.

O suplemento a base de sulforafano ainda não chegou ao mercado, mas pacientes diabéticos podem incluir na dieta o brócolis. Pode ser feito cozido no vapor, fazer a cocção ou utilizar cru, picado em saladas.

Modo de Preparo - Brócolis saudável

1 - Em uma panela coloque o brócolis com água por 5 minutos.


2 - Em outra panela coloque o azeite, após aquecer adicione a cebola, o alho e um pouco de sal, deixe fritar bem.

3 - Escorra o brócolis da água e junte na panela para fritar, deixe até o verde mudar de tonalidade.

Com informações de News medical

Nimesulida pode prejudicar o Fígado e os Rins com Uso Frequente



A nimesulida é um fármaco anti inflamatório não-esteroide, pertence à classe das sulfonanilidas com propriedades anti inflamatórias, analgésicas e antipiréticas.

Este medicamento é um inibidor seletivo da enzima que sintetiza as prostaglandinas, a ciclooxigenase, inibe preferencialmente a COX-2, que aparece durante a inflamação, com atividade mínima contra a COX-1, que age como proteção da mucosa gástrica.

Como todo fármacos, a nimesulida possui efeitos adversos, sendo os principais: enjôos, dores abdominais, reações alérgicas, dor de cabeça, sonolência e vertigem.

Uso de nimesulida pode causar intoxicação


O uso da nimesulida pode representar riscos tóxicos à saúde, e é uma preocupação constante para os órgãos mundiais de saúde, sendo que foi proibido no Reino Unido e na Alemanha, e já retirado de circulação do Canadá, Estados Unidos, Japão, Espanha, Finlândia, Irlanda, Bélgica, Dinamarca, Holanda e Suécia. A Comissão Europeia se preocupa muito com o efeito devastador do medicamento, pedindo que as pessoas evitem qualquer possibilidade de utilização crônica e frequente da nimesulida.

Nimesulida prejudica o 
fígado e os rins

O principal órgão afetado pelo uso do fármaco, é o fígado dos pacientes. Em maio de 2007, o Irish Medicines Boards (IMB), regulador irlandês, recebeu novas informações da Unidade Nacional de Transplante de Fígado (NLTU), sobre seis casos de insuficiência hepática que necessitaram de transplante após o tratamento oral com nimesulida, duas das quais resultaram em morte. 

O que pode ocorrer com o paciente, é insuficiência hepática fulminante (FHF) de origem desconhecida. Como o risco de hepatotoxicidade grave pode acontecer a qualquer momento, a qualquer paciente, muitos países resolveram proibir de vez o medicamento.

O IMB, por exemplo, suspendeu a comercialização e venda da nimesulida para uso oral na Irlanda. Os profissionais de saúde e os pacientes foram informados desta ação regulamentar urgente, além de um comunicado de imprensa com documentos comprovados, bem como contato direto com uma gama de organizações profissionais.

“O dano hepático é raro, porém grave, efeito secundário da nimesulida. Temos dados da Unidade Nacional de Transplantes de fígado do St. Vincent Univerity Hospital, que falam de seis pacientes que precisaram de transplante após um tratamento com a nimesulida. Desde que o produto deu entrada na Irlanda, em 1995, tivemos um total de 53 casos e três casos mortais de insuficiência hepática. Além disso, a Nimesulida apresenta toxicidade renal”,relatou o IMB.

Nimesulida no Brasil

No Brasil, diversos laboratórios produzem o medicamento, sem nenhum tipo de restrição.

Têm sido relatados, em vários países, casos clínicos em que a hepatotoxicidade associada ao uso de nimesulida ocorreu de forma severa e até fatal, o que fez com que fosse retirada do mercado em alguns países europeus.

Os mecanismos envolvidos nessas reações relacionam alterações nos padrões funcionais das mitocôndrias, levando à morte celular hepática. Também foram estabelecidos cofatores tais como pré-disposição genética, doença hepática pré-existente e associação com outros fármacos hepatotóxicos.

Embora amplamente comercializada, não foram encontrados relatos de casos documentados no Brasil, relatou Márcio Antônio Rodrigues Araújo, em um estudo denominado “Hepatotoxicidade associada à nimesulida: uma revisão da literatura” para a 
Revista Brasileira de Farmácia (RBF).

Ainda de acordo com os dados da pesquisa de Márcio Antônio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já registrou cerca de 320 casos de desordens hepato-biliares por conta da nimesulida e principal fator de risco para a hepatotoxicidade é a idade do paciente.

“O aumento da proporção de pessoas em idade avançada que representam um grupo de risco elevado para lesões no fígado está relacionada ao uso frequente de AINES (anti-inflamatórios não-esteroides), utilizados principalmente para doenças musculoesqueléticas da velhice. Além disso, tem sido referenciado como maior prevalência em mulheres, além de doença hepática grave pré-existente e interações medicamentosas com outros fármacos de uso frequente. Falhas em transplantes de fígado também têm sido relatadas e associadas à administração prévia de AINES, destacando-se entre eles a nimesulida”, complementa o estudo.

A conclusão do estudo da RBF, é que todo e qualquer caso de toxicidade hepática associada ao uso de nimesulida (ou a qualquer outro medicamento) precisa ser documentada, divulgada e comunicado ao órgão competente, no caso, a Vigilância Sanitária, para que possam estudar mais a fundo os riscos do medicamento no Brasil.

“Nesse sentido, não foram encontrados relatos de casos documentados no Brasil durante a realização do estudo, o que não significa que eles não tenham ocorrido. Da mesma forma que, devido ao amplo uso da nimesulida também em outros países e do fato do diagnóstico da toxicidade hepática ser de difícil estabelecimento, os números associados ao risco e segurança podem ser maiores do que os já notificados.

Assim, os profissionais da saúde devem estar alertas sobre a observação dos possíveis danos hepáticos associados ao uso dos AINES, em especial à nimesulida, uma vez que esse fármaco apresenta grande comercialização no país e, de forma preocupante, sem a exigência de receita para sua aquisição e consumo, com consequente falta de acompanhamento médico”, finalizou.

Fonte: Jornal Ciência

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