Anti-inflamatórios prejudicam os RINS



Alguns medicamentos, especialmente os anti-inflamatórios, podem causar danos ao nível glomerular, tubular, intersticial e vascular ocasionando lesão pela diminuição do fluxo sanguíneo renal, interagindo diretamente com a membrana celular ou através da geração de toxinas intracelulares.

Assim, podemos evidenciar diminuição da filtração glomerular, proteinúria, alterações hidro-eletrolíticas, alterações do equilíbrio ácido-básico ou mecanismos de concentração urinária.

Fique atento se ocorrer estes sintomas quando estiver usando AINES

Os Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) são um grupo heterogêneo de medicamentos que na sua generalidade possuem características analgésicas, antipirética e anti-inflamatórias.

Sintomas que podem aparecer quando estiver usando AINES:

-Diminuição do volume de urina;

-Leve aumento do peso;

-Diminuição da função renal, que em determinadas pessoas (particularmente quem já apresenta disfunção renal prévia – sobretudo pessoas idosas -) pode evoluir para IRA grave.

Nestes casos, deve-se interromper imediatamente o anti-inflamatório.

Veja aqui: Uso prolongado de corticoides pode causar Diabetes e Hipertensão

Principais AINES:

-Cetoprofeno (Profenid);

-Ibuprofeno (Alivium);

-Naproxeno (Flanax);

-AAS;

-Piroxicam (Feldene);

-Diclofenaco (Voltaren);

-Nimesulida (Scaflan);

-Meloxicam (Movatec);

-Etodolaco (Flancox);

-Tenoxicam (Teflan).

Leia aqui: Anti-inflamatórios que podem causar problemas cardíacos


O Paracetamol e Dipirona - Não é anti-inflamatório, mas ingestão regular de altas doses pode causar lesão renal.

O consumo crônico (por mais de três anos) de AINES pode levar a formas irreversíveis de nefrotoxicidade.

Com o uso constante de AINES (especialmente os inibidores da COX1) ocorre a inibição de prostaglandinas, o mecanismo protetor dos rins é inibido, podendo ocorrer isquemia e com isso irreversíveis danos renais.

Leia: Uso de nimesulida pode prejudicar o fígado

Veja Aqui: - Medicamentos contra-indicados para Portadores de Glaucoma

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Dieta do cheiro


A dieta da moda permite comer de tudo, desde que a pessoa estimule o olfato para inibir a fome. 


É o que aponta estudo do neurologista e psicanalista norte-americano Alan Hirsch, que há 25 anos analisa como as sensações do olfato e do paladar podem ajudar quem tem problemas para perder peso. 

Na teoria do médico, cheirar alimentos bastante aromáticos antes de começar a refeição estimula a sensação de saciedade antes mesmo de o estômago estar cheio. Com isso, a pessoa acaba comendo menos e, assim, perdendo peso. “Isso acontece porque com determinados odores, principalmente os de alimentos com cheiro gostoso, o cérebro emite uma mensagem dizendo que está satisfeito. 

Ressalto que isso não funciona quando o cheiro não é bom. Os estudos mostram que alguns odores funcionam melhor para essa sensação de saciedade, como o de banana, maçã verde e menta”, afirmou Hirsch.

Ele disse que outro indício de que os cheiros interferem na vontade de comer aparece quando há excesso de determinado aroma. “Quando você vai a uma pizzaria, por exemplo, inicialmente você sente o cheiro bom dos ingredientes no forno, o que estimula o apetite. Mas se você sente esse aroma o dia inteiro, a vontade passa, pois o cérebro emite uma mensagem de saciedade”, completa.

O nutrólogo João César Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda com Hirsch. “Quando um cheiro é sentido em excesso, o cérebro regula a sensação de fome e a pessoa passa a nem notar mais aquele odor, de forma que nem sente mais vontade de comer aquele determinado alimento”, diz.

Hirsch já escreveu inúmeros artigos sobre o tema e é o responsável por uma fundação para pesquisa e tratamento sobre cheiros e paladar. Ele também lançou um livro, o “Sensa Weight-Loss Program, the Accidental Discovery that´s Transforming the Way People Lose Weight” (“Programa de perda de peso Sensa, a descoberta acidental que está transformando a forma como as pessoas perdem peso”, na tradução livre do inglês) que hoje está entre os mais vendidos nos Estados Unidos. Em vários anos de estudo, o médico concluiu também artigos que defendem a influência do olfato na rotina das pessoas. Segundo ele, de acordo com o que se inspira pelo nariz, podem ocorrer alterações de humor, de sono, dos hábitos sexuais e, claro, de peso.

Para Soares, a teoria de relacionar o olfato ao paladar é pertinente, pois ambos os sentidos atingem partes no cérebro próximas ao hipotálamo (região cerebral que liga o sistema nervoso ao sistema endócrino e que sintetiza os hormônios). “Os dois sentidos estão ligados e um influencia no funcionamento do outro. É possível que a sensação de estar sem fome seja influenciada pelo cheiro que a pessoa sente ao se alimentar”, avalia o nutrólogo.

A teoria do poder do cheiro de Hirsch espalhou-se pelos Estados Unidos e há empresas que perceberam no modismo uma boa oportunidade para ganhar dinheiro, mesmo sem relação direta com os estudos do neurologista. A empresa norte-americana Healthwave criou o Aroma Patch, um conjunto de adesivos com cheiro de baunilha para serem colados no corpo.

Alguns minutos antes de comer, a pessoa deve cheirar o adesivo, o que, garante a fabricante, faz com que a fome diminua. Outra empresa, chamada SlimScents, criou uma caneta que exala um odor agradável, que também deve ser usado antes das refeições para inibir o apetite.

A Falta de Sono e a Memória.


O sono se relaciona diretamente com o processo de memória. No entanto descrever como é sua participação é um procedimento complicado, já que tanto o sono quanto o aprendizado consistem em processos qualitativos de diferentes estágios, cada um envolvendo processos bioquímicos separados e localizações neurológicas diferentes.

Por exemplo, a memória é dividida em 2 tipos, declarada e não declarada (esta com inúmeros subtipos), cada uma das quais envolvendo vários estágios (estabilização, aumento, etc). Finalmente, determinar em que momento o aprendizado ocorreu, depende da graduação escolhida. A conclusão dessa complexidade faz com que os diversos autores tenham opiniões diferentes.

Como se subdivide o sono humano?


Através da análise do eletroencefalograma (EEG), podemos dividir o sono em 2 fases distintas: a fase de ondas lentas ou slow-wave sleep (SWS) e a fase rapid-eye--movement (REM). A fase SWS pode ainda ser subdividida em Fases 1, 2, 3 e 4. É nesta fase que ocorre a maioria dos sonhos. Em cada noite de sono, há uma alternância (em média) cada 90 minutos entre as fases SWS e REM, mas na segunda parte da noite predomina a fase REM.

Como o sono interfere com a memória?

Experiências com ratos mostraram que qualquer alteração que ocorra no tipo de sono pode interferir no processo de memória. Uma hipótese atual demonstra que a fase de ondas lentas (SWS), está envolvida no processo de limpeza da memória antiga, que não está em uso, enquanto que o sono REM (fase rapid-eye—movement), se relaciona ao processo de retenção de novos conhecimentos.

Algumas controvérsias existem com relação ao sono e o sistema de memorização e aprendizado. Os conceitos existentes, relacionados a sono REM foram especificamente modificados, após o caso de um paciente israelita, que teve seu sono REM abolido, após uma lesão cerebral. Nos 35 anos seguintes este homem prosperou surpreendentemente como advogado, pintor e "inventor" de palavras cruzadas. Amigos o descreviam como uma pessoa completamente normal. Desafortunadamente outros casos como este não foram descritos ou acompanhados pela literatura, para uma melhor descrição dos casos de pacientes com alteração do sono REM.

O aprendizado de ações que envolvem técnicas aumenta tanto em acurácia, quanto em velocidade, após o sono, embora uma "intensificação" do sono não suprima a necessidade da intensificação da pratica para o domínio da técnica.

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Quais exames devemos fazer todo ano?



É sempre aconselhável que homens e mulheres com mais de 35 anos, certifiquem-se do seu estado de saúde. Para quem quer saber o que está acontecendo com o seu organismo, um curso bastante seguro é o check-up: uma bateria de exames ministrada por médicos especializados, através de equipamentos sofisticados e precisos que dão um diagnóstico detalhado acerca do funcionamento das funções do corpo.

Em nosso país, os check-ups não têm muita tradição. Tanto assim que são realizados, na maioria das vezes, por exigência de grandes empresas que vêem a saúde de seus funcionários como investimento.

Por outro lado o brasileiro só vai ao médico quando está seriamente doente. Nestes casos, o resultado do check-up pode surpreender e mostrar diagnósticos de doenças em estágios avançados. além disso, existem pessoas que enxergam o check-up como uma salvação definitiva de todos o males, alertando que isto é uma inverdade.

O aconselhável é mantermos uma periodicidade anual, porém em alguns casos, este tempo pode e deve ser menor, como em indivíduos portadores de hipertensão, colesterol alterado, diabetes, etc., evitando que algumas destas doenças se tornem graves.

Exames

O check-up é constituído por:

- Exame clínico geral;
- Hemograma;
- Creatinina;
- Glicemia;
- Colesterol total e fração;
- Triglicérides;
- Ácido úrico;
- Urina rotina;
- Exames de fezes (parasitológico);
- Eletrocardiograma;
- Ergométrico;
- Raios-X do tórax.

De posse dos resultados o médico tem condições de determinar qual o tipo de conduta para o caso, como por exemplo, o aconselhamento de mudança dos hábitos de vida, recomendações com relação aos problemas do tabagismo, uso e medicamentos, outros exames complementares, etc.


Através do check-up, pode-se detectar ainda, doenças graves como, por exemplo, o câncer de pulmão ainda em estágios iniciais, o que permite a cura.

O check-up é uma das pontas da medicina preventiva que corresponde à união de dados da história clínica, exames laboratoriais e ergométricos – vinculados a uma análise de história pessoal do paciente em o objetivo de detectar doenças incipientes ou iniciais.

Cientistas descobrem mecanismo que controla ganho de peso


Cientistas americanos descobriram um mecanismo molecular que controla o consumo de energia nos músculos e que permitiria regular o peso, segundo trabalhos efetuados com cobaias.

Os autores deste estudo publicado na Cell Metabolism estimam que a descoberta poderá desembocar num novo enfoque clínico do tratamento do excesso de peso e da obesidade, que afetam um terço da população adulta dos Estados Unidos.

Esse mecanismo leva o organismo a armazenar calorias e contribui, portanto, com o aumento do peso. Experiências precedentes em animais haviam mostrado que indivíduos desprovidos desse mecanismo de armazenamento queimavam mais calorias e estavam menos expostos ao sobrepeso. Portanto, neutralizar esse mecanismo obriga o organismo a utilizar mais energia e a limitar o aumento de peso.

O mecanismo está controlado por canais potássicos sensíveis à molécula denominada ATP (adenosina trifosfato), explicam os cientistas. Esses canais ou KATP participam de numerosas funções biológicas, entre elas a transmissão do influxo nervoso, enquanto que a ATP fornece em todos os organismos vivos a energia necessária para as reações químicas das células.

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