terça-feira, 21 de março de 2017

Naproxeno - Anti-inflamatório com Menor Risco de Causar Parada Cardíaca


O uso de Anti-inflamatório tem sido bastante popular no Brasil e a maioria das vezes é feito sem prescrição médica. O que muitos não sabem é que estes medicamentos causam efeitos colaterais significativos como problemas renais e até mesmo parada cardíaca.

Para deixar atento aos usuários de anti-inflamatório a revista "European Heart Journal" publicou recentemente que o risco de parada cardíaca para aqueles que consomem o anti-inflamatório, ibuprofeno, o risco aumenta em 31%. Os outros anti-inflamatórios do tipo "não esteroides" como diclofenaco, aumentam ainda mais o risco de uma parada cardíaca.

No Hospital Gentofte, em Copenhague as pesquisas foram realizadas e de acordo com seus autores, o "naproxeno" é o anti-inflamatório mais seguro, podendo ser consumida até 500 miligramas por dia, a ação do naproxeno no organismo pode durar até 12 horas, não necessitando de várias doses durante o dia como o ibuprofeno e o diclofenaco.

O diclofenaco é o anti-inflamatório que causa maiores riscos, não devendo ser utilizado sem orientação médica.

De acordo como os autores do estudo os efeitos ocorrem pela agregação de plaquetas que provocam coágulos e fazem que as artérias se estreitem, incrementam a retenção de líquidos e assim, sobe a pressão sanguínea, deste modo pacientes que sofrem de problemas circulatórios ou cardíaco tem risco maior ainda de uma parada cardíaca.

sábado, 11 de março de 2017

Quanto tempo demora para que os Antidepressivos faça efeito?


A demora do efeito dos medicamentos antidepressivo tem sido bastante relatado por pessoas que lidam com a depressão ou outros tipos de doença mental.


Durante um período médio de 4 a 6 semanas as pessoas costumam ficar aflitas para que a medicação escolhida pelo médico tenha efeito positivo e melhore a depressão. Mas afinal quanto tempo é preciso esperar para que o medicamento tenha o efeito desejado e qual a razão da demora?

Razão da demora do efeito antidepressivo


Pesquisadores descobriram uma razão de tal demora do efeito antidepressivo, os neurocientistas identificaram um mecanismo previamente desconhecido de ação de inibidores da recaptação da serotonina ou ISRSs (Fluoxetina, Sertralina, Paroxetina, Citalopram, Escitalopram), o tipo mais comumente prescrito de antidepressivo. 

De acordo com os estudos, a ciência não sabe bem o que causa a depressão, ou como tratá-la de forma eficaz. No entanto, os ISRSs funcionam impedindo a reabsorção de serotonina de volta para as células nervosas (neurônios).

Os antidepressivos se acumulam em manchas da membrana celular chamadas “jangadas lipídicas” e a acumulação foi associada a níveis reduzidos de uma molécula de sinal importante nas jangadas. Isso levou os pesquisadores a ter um outro método de ação de como os ISRSs podem afetar o cérebro.

Os antidepressivos se ligam aos seus alvos dentro de minutos, porém podem levar até dois meses para começar a reduzir os sintomas da depressão. Os pesquisadores acham que talvez essas drogas tenham um sítio de ligação alternativo que é importante na ação das drogas para reduzir os sintomas depressivos.

É sugerido que a serotonina esteja em falta nas pessoas com depressão. ISRSs ligam-se a transportadores de serotonina – estruturas encaixadas dentro das membranas das células nervosas que permitem à serotonina para passar para dentro e para fora dos neurônios como eles se comunicam um com o outro. ISRSs bloqueiam o transporte de serotonina que foi lançada para o espaço entre os neurônios – a sinapse – de volta para os neurônios, mantendo portanto mais neurotransmissor disponível na sinapse, ampliando os seus efeitos e reduzindo os sintomas de depressão.

Os investigadores suspeitaram que a resposta retardada à droga antidepressiva ocorre devido aos efeitos de moléculas de sinalização em membranas de células nervosas chamadas de proteínas G.

Pesquisas anteriores mostraram que, em pessoas com depressão, proteínas G tendiam a se reunir em espécies de jangadas lipídicas, áreas da membrana rica em colesterol. Encalhado nas jangadas, as proteínas G não tinham acesso a uma molécula chamada AMP cíclico, que eles precisam para funcionar. A sinalização afetada poderia justificar porque as pessoas com depressão são “insensíveis” ao seu ambiente.

A equipe de cientistas banhou células gliais de rato, um tipo de células do cérebro, com diferentes ISRSs e com as proteínas G localizadas no interior da membrana celular. Eles descobriram que eles se acumularam nas jangadas lipídicas ao longo do tempo – e como eles fizeram isso, a quantidade de proteínas G nas jangadas diminuiu.

“O processo mostrou um intervalo de tempo consistente com outras ações celulares dos antidepressivos”, disse Rasenick.

“É provável que este efeito sobre o movimento das proteínas G fora das jangadas lipídicas para regiões da membrana celular onde eles são mais capazes de função é a razão pela qual estes antidepressivos levam tanto tempo para trabalhar.”

“Determinar o local exato de ligação poderia contribuir para a concepção de novos antidepressivos que aceleram a migração das proteínas G para fora das jangadas lipídicas, de modo que os efeitos antidepressivos possam se iniciar mais cedo.”

Rasenick já sabe um pouco sobre o sítio de ligação jangada lipídica. Quando ele encharcou neurônios de rato com um ISRS chamado escitalopram e uma molécula que era sua imagem no espelho, apenas a forma com destra da molécula se ligou à jangada lipídica.

“Esta modificação mínima na molécula a impede de ligação, de modo que ajuda a diminuir algumas das características do local de ligação”, disse Rasenick.

Portanto, essas novas descobertas excelentes sobre novos sítios de ligação dos antidepressivos nas membranas dos neurônios é muito importante para que no futuro as pessoas que tanto sofrem de transtornos mentais possam ter o tempo de melhora de suas implacáveis e torturantes angústias e sofrimentos diminuídos rapidamente.

Fonte:

Erb, S., Schappi, J., & Rasenick, M. (2016). Antidepressants Accumulate in Lipid Rafts Independent of Monoamine Transporters to Modulate Redistribution of the G protein, Gαs Journal of Biological Chemistry DOI: 10.1074/jbc.M116.727263

Onde Guardar os Alimentos para Durar mais


Na hora de guardar os alimentos geralmente vem aquela dúvida, deixar dentro da geladeira ou fora?

De acordo com o modo que é guardado, a durabilidade dos alimentos pode ser bem maior, por exemplo; alimentos ácidos que tem em sua composição sal e açúcar são mais seguros para deixar em temperatura ambiente por ser mais resistentes às bactérias e fungos. Por isso tomates, frutas cítricas não devem ficar na geladeira.

Para sanar todas as dúvidas na Inglaterra foi feito um estudo pelo Serviço de Saúde do Reino Unido (NHS) sobre quais alimentos necessitam ficar refrigerado e quais podem ficar em temperatura ambiente. 


Veja as principais recomendações para armazenar os alimentos:

- Ketchup: pode ter a cor e o sabor alterados se ficar fora da geladeira, mas sua acidez garante que seja seguro consumi-lo mesmo assim.

- Tomates: perdem o sabor se forem refrigerados, porque a produção de enzimas é reduzida.

- Bananas: dentro da geladeira, aumenta o prazo para consumo, mas precisam amadurecer do lado de fora antes.

- Abacates: não amadurecem apropriadamente se forem refrigerados ainda verdes.

- Ovos: é melhor mantê-los na geladeira, assim, serão armazenados a uma temperatura constante.

- Sobras de alimentos: é preciso esperar que esfriem antes de colocá-las na geladeira, mas precisam ser consumidas em no máximo dois dias.

- Pão: podem ressecar e até envelhecer mais rápido dentro da geladeira, mas podem ser congelados.

- Cebolas e batatas: melhor manter em um armário fresco e escuro.

- Manteiga: mantenha no refrigerador, em especial as sem sal, mas pode ficar do lado de fora por um dia ou dois.

Com Informação de BBC

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

É seguro tomar Omeprazol todos os dias?


Dor no estômago, azia, gastrite e má digestão tem sido muito comum no Brasil, estes problemas podem estar relacionados a uma alimentação inadequada rica em produtos industrializados como refrigerantes, temperos fortes com alta concentração de corantes, café, frituras e stress do dia-a-dia. Porém o problema é o uso dos Inibidores da Bomba de Prótons que tem sido utilizado continuamente e às vezes sem acompanhamento médico. Os principais IBPs são Omeprazol, Pantoprazol, Lansoprazol.

Como Age os IBP no Organismo


A ação dos inibidores da bomba protônica (IBP) é a seguinte:

- A secreção ácida nas células parietais do estômago cria um fluxo de íons, em que prótons são bombeados de fluidos intracelulares para o lúmen gástrico contra um gradiente. A engenharia enzimática responsável por esse transporte ativo é a bomba H+,K+ ATPase, a qual é modulada (estimulação e inibição) por sinais moleculares neuronais e endócrinos. Os IBP, após a ingestão antes da alimentação, ligam-se apenas às bombas ativadas diminuindo assim a acidez gástrica.

Principais Efeitos Colaterais dos IBPs

Os IBPs são fármacos bem tolerados e, na maioria dos casos em que surgem efeitos adversos, estes costumam ser moderados e passageiros. Os mais comuns, observados em aproximadamente 10% dos pacientes, apresentam-se como:

- Cefaleia;
- Diarreia;
- Distúrbios gastrintestinais;
- Constipação;
- Flatulência.

Efeitos adversos raros, contudo importantes, incluem:

- Nefrite aguda intersticial;
- Hiponatremia;
- Hipopotassemia;
- Hipomagnesemia;
- Pancreatite;
- Síndrome de Stevens-Johnson.

Segurança do uso contínuo de IBPs


Determinados estudos questionam a segurança do uso contínuo de IBPs no manejo de doença péptica relacionada à acidez gástrica. A maior preocupação corresponde aos efeitos de longo prazo, devido à intensa supressão ácida que promove aumento na secreção de gastrina e consequente hipergastrinemia.

Reduzir a acidez no estômago permite a reprodução da bactéria que pode se espalhar para outros órgãos, como pulmões e intestinos e ainda o risco de insuficiência renal crônica é aumentado.

Os estudos publicados ainda não permitem estabelecer associação definitiva entre o uso contínuo de IBPs e a incidência de complicações graves, porém, os indícios são suficientes para recomendar uso criterioso e monitoramento dos pacientes.

Efeitos adversos que podem surgir com o uso contínuo de IBPs e que requerem atenção especial são:

- Hipergastrinemia;
- Neoplasia gástrica;
- Enterites bacterianas;
- Pneumonia
- Deficiência de mineiras, assim como de vitamina B12.

Fonte: CFF

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Alimentos que Aliviam as Cólicas Menstruais


Pelo menos uma vez no mês a maioria das mulheres sofrem com dor abdominal e uma das principais causas é a dismenorreia, mais conhecida como cólicas menstruais. Muitas vezes incapacitantes, causam transtornos à mulher, especialmente da menarca aos 30 anos.

Sempre procurando e confiando em seu ginecologista, há uma série de maneira que você pode ajudá-lo a tratar de você, ao mesmo tempo em que melhora sua saúde não apenas na fase menstrual, mas por toda sua vida. Uma delas e de extrema importância, é a alimentação. 


O que você come, quando e como você come podem melhorar muito a sua saúde e reduzir bastante os sintomas da cólica. Não é incomum desejar alimentos não saudáveis ricos em sal e açúcar, quando estiver menstruada. Mas isto pode piorar os sintomas.

Fazer refeições leves, frequentes e com redução de açúcar, cafeína e álcool são muitas vezes sugeridas para ajudar a aliviar os efeitos colaterais. E como o excesso de sódio pode causar retenção de líquidos, é uma boa ideia limitar a ingestão de sal também.

Alimentos Indicados para Alívio das Cólicas

Soja, banana, beterraba, aveia, tofu, couve, abobrinha, salmão, atum e castanha-do-pará. 


Com poder anti-inflamatório natural, funcionam também como relaxantes musculares.

Chá de Canela 

Age como analgésico, amenizando a cólica.

Chá de Hortelã e Chá de Erva Cidreira

Possuem propriedades calmantes que contribuem para o bem-estar.

Chá de Camomila e Chá de Menta 

Ajudam a aliviar a dor e proporcionam uma sensação relaxante.

Muitas pessoas sentem alívio em função da temperatura da bebida, que promove sensação de bem-estar, independentemente do sabor.

Peixes 

Auxiliar no controle dos espasmos por serem ricos em ácidos graxos.

Sementes de abóbora e de linhaça, amêndoas, nozes, abacate e azeite extra virgem.

Alimentos ricos em ácidos graxos de origem vegetal possuem propriedades anti-inflamatórias.

Fibras: cereais, integrais, frutas e verduras

Favorecem a eliminação do estrógeno em excesso, que causa musculares que, por sua vez, causam dores e cólicas.

Abacaxi 


O abacaxi é rico em bromelina, que melhora digestão e tem ação anti-inflamatória.

Cálcio, Vegetais verdes escuros, Leite e derivados 

Agem diretamente sobre a musculatura lisa do útero, reduzindo as contrações musculares dolorosas. Por serem ricos em triptofano (aminoácido ligado à produção de serotonina), esses alimentos ainda reduzem a tensão e ansiedade típicas da TPM.

Frutas e Hortaliças 

Ricos em vitaminas e líquidos facilitam a digestão e reduzem a sensação de inchaço.

Evite: 


Comer frituras, manteigas, hambúrgueres ou alimentos ricos em gorduras, como carne vermelha, chocolates, bolos e doces em geral.As gorduras aumentam a produção de hormônios (estrógeno) que causam contração no útero e consequentemente, dores e cólicas.

Alimentos embutidos e bebidas com cafeína como café, chá preto e refrigerante.Por possuírem muito sódio, aumentam a retenção de líquidos, causando inchaços. Além disso, têm propriedades estimulantes que podem aumentar a irritabilidade durante a tensão pré-menstrual.

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique OU SUBSTITUA O MEDICAMENTO PRESCRITO POR OUTRO.

INFORMATIVO: EMS
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