Saúde em Primeiro Lugar: Medicamentos
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Tadalafila ou Sildenafila, qual o efeito dura mais tempo?



O Viagra (Sildenafila) e o Cialis (Tadalafila) são inibidores da fosfodiesterase tipo 5, eles não causam diretamente uma ereção do pênis, mas alteram a resposta do corpo à estimulação sexual.

Diferença entre o Viagra e o Cialis



- Ambos demonstraram excelente eficácia em geral. O Viagra, com 84%, é ligeiramente mais eficaz que o Cialis com 81%.

- O Viagra começa a agir com 30 minutos (efeito retardado se tomado com comida) e tem duração de 4 a 5 horas.

- Já o Cialis começa a agir com 16 a 45 minutos (efeito NÃO atrasado pela comida) e tem duração da ação de 36 horas.

- O Cialis tem um início de ação mais lento e maior duração de ação, o que é atribuído à sua meia-vida mais longa.

- Homens que desejam espontaneidade podem optar pelo Cialis, que é capaz de permitir uma relação sexual bem sucedida até 36 horas após a administração, mesmo que leve mais tempo para atingir o efeito máximo. ⠀

Efeitos colaterais do Viagra e Cialis

- Anormalidades visuais são encontradas com Viagra mas são improváveis com Cialis. 

- Dor nas costas e dores musculares (mialgia) podem ocorrer com Cialis, mas são incomuns com o Viagra.

- Os efeitos colaterais do Cialis tendem a durar mais tempo, mas são menos marcados do que com as outras drogas.

Qual é mais eficaz?

Ambos são eficazes e seguros desde que usado com a indicação correta. São usados em situações diferentes;

- Viagra para uma resposta rápida e passageira;

- O Cialis, como dura mais tempo no corpo, aumenta a espontaneidade em relação ao Viagra;

- Cialis pode ser tomado com alimentos pois não há redução na absorção, ao contrário do Viagra.

6 TIPOS DE MAGNÉSIO: QUAL É A DIFERENÇA E QUAL FAZ MAIS SENTIDO PARA VOCÊ?

Se você está pesquisando sobre magnésio para dormir, magnésio para intestino, magnésio para cãibras ou magnésio para energia, provavelmente já percebeu uma coisa:

Existem vários tipos de magnésio.

E eles não são exatamente iguais.

A diferença está no composto ao qual o magnésio está ligado. Isso pode influenciar sua solubilidade, absorção, quantidade de magnésio elementar e tolerância gastrointestinal.

Veja os principais:

MAGNÉSIO GLICINATO OU BISGLICINATO

É o magnésio ligado à glicina, um aminoácido.

É bastante procurado por apresentar boa tolerância digestiva e menor tendência a causar efeito laxativo.

É frequentemente escolhido por quem busca suplementação de magnésio associada a:
• relaxamento
• sono
• função muscular
• ingestão adequada de magnésio

Absorção: o composto é processado no trato gastrointestinal e o magnésio é disponibilizado para absorção, principalmente no intestino delgado.


MAGNÉSIO CITRATO

É o magnésio associado ao ácido cítrico.

É uma forma com boa solubilidade e biodisponibilidade e também é conhecida pelo seu efeito laxativo em doses mais elevadas.

Por isso, é uma opção frequentemente encontrada em produtos voltados tanto à suplementação de magnésio quanto ao funcionamento intestinal.

Absorção: o magnésio é liberado no trato gastrointestinal e absorvido no intestino. A parte que permanece no intestino pode aumentar a retenção de água e favorecer o efeito laxativo.


MAGNÉSIO MALATO

É o magnésio ligado ao ácido málico, composto relacionado a processos do metabolismo energético.

É muito divulgado para:
• energia
• função muscular
• metabolismo celular

Absorção: o magnésio é disponibilizado durante a digestão e posteriormente absorvido pelo intestino.

Importante: apesar da associação comercial com energia e disposição, isso não significa que o suplemento aumentará a energia de uma pessoa que já possui níveis adequados de magnésio.


MAGNÉSIO TREONATO

É uma forma ligada ao ácido L-treônico e ganhou atenção por pesquisas relacionadas ao sistema nervoso.

É estudado em relação a:
• memória
• aprendizagem
• função cognitiva
• sistema nervoso

Absorção: após a digestão, o magnésio é absorvido pelo organismo. Pesquisas investigam se essa forma apresenta características particulares de distribuição no sistema nervoso.

Mas atenção: ainda não existe evidência clínica suficiente para afirmar que o magnésio treonato seja superior às outras formas para melhorar memória ou concentração.


MAGNÉSIO ÓXIDO

Possui uma concentração relativamente alta de magnésio elementar, mas isso não significa que seja a forma mais bem absorvida.

Essa é uma informação importante:

Mais magnésio no comprimido ≠ necessariamente mais magnésio absorvido.

O óxido apresenta menor biodisponibilidade do que algumas formas, como o citrato e determinadas formas queladas.

Também pode apresentar efeito laxativo.

Absorção: o óxido reage com o ácido do estômago, formando sais de magnésio que posteriormente podem ser absorvidos no intestino.


MAGNÉSIO CLORETO

É o magnésio associado ao cloreto e apresenta boa solubilidade em água.

É utilizado em suplementos destinados à reposição de magnésio.

Absorção: no trato gastrointestinal, o cloreto de magnésio se dissocia, liberando magnésio que pode ser absorvido pelo intestino.

Existem também produtos de aplicação na pele.

Porém, a capacidade da absorção transdérmica de magnésio corrigir uma deficiência ainda é menos estabelecida do que a suplementação oral.


O SEGREDO QUE MUITA GENTE NÃO OLHA NO RÓTULO

Quando você vê:

“500 mg de magnésio citrato”

isso NÃO significa necessariamente que existem 500 mg de magnésio elementar ali.

O que importa é a quantidade de MAGNÉSIO ELEMENTAR.

É essa informação que permite comparar corretamente diferentes suplementos.


ENTÃO, QUAL MAGNÉSIO ESCOLHER?

Depende do objetivo e das características individuais.

Sono e relaxamento: glicinato/bisglicinato é uma forma bastante procurada.

Intestino preso: o citrato pode apresentar efeito laxativo.

Metabolismo energético: o malato é uma das formas mais associadas a esse objetivo.

Cognição: o treonato é estudado nessa área, mas as evidências ainda são limitadas.

Reposição: diferentes formas podem ser utilizadas, considerando principalmente a quantidade de magnésio elementar, absorção e tolerância.

Importante: suplemento não deve ser escolhido apenas pelo marketing. A necessidade de magnésio varia de pessoa para pessoa, e doses excessivas podem causar efeitos gastrointestinais e interagir com alguns medicamentos.

Semaglutida ou Tirzepatida: qual emagrece mais? Veja a comparação dos estudos




Semaglutida ou tirzepatida: qual apresenta maior perda de peso? 

Essa é uma das principais dúvidas de pessoas que buscam tratamento medicamentoso para obesidade.

Os dois medicamentos são aplicados geralmente uma vez por semana e atuam sobre hormônios envolvidos no controle da fome, da saciedade e do metabolismo. Porém, seus mecanismos de ação são diferentes.

Estudos clínicos comparando os dois princípios ativos encontraram diferenças importantes na perda média de peso.

Semaglutida: como funciona?

A semaglutida pertence à classe dos medicamentos que imitam a ação do hormônio GLP-1.

Entre seus efeitos estão:

  • redução do apetite;

  • aumento da sensação de saciedade;

  • redução da ingestão alimentar;

  • retardamento do esvaziamento gástrico;

  • melhora do controle da glicose.

A semaglutida possui uma meia-vida de aproximadamente uma semana, característica que permite sua administração semanal.

Quanto peso pode ser perdido com semaglutida?

No estudo STEP 1, adultos com sobrepeso ou obesidade receberam semaglutida 2,4 mg ou placebo durante 68 semanas.

A perda média de peso foi de aproximadamente:

14,9% com semaglutida

contra aproximadamente 2,4% no grupo placebo.

É importante lembrar que esse é um resultado médio de um estudo clínico e não uma previsão do resultado que uma determinada pessoa terá.

Tirzepatida: como funciona?

A tirzepatida possui um mecanismo diferente da semaglutida.

Ela atua simultaneamente sobre dois receptores:

GIP + GLP-1

Essa combinação pode produzir efeitos sobre o apetite, saciedade, glicemia e ingestão alimentar.

A tirzepatida apresenta meia-vida de aproximadamente 5 dias, também permitindo sua utilização em aplicação semanal.

Quanto peso pode ser perdido com tirzepatida?

No estudo SURMOUNT-1, após 72 semanas de tratamento, os resultados médios foram:

Dose de tirzepatidaPerda média de peso
5 mg15,0%
10 mg19,5%
15 mg20,9%
Placebo3,1%

Os resultados mostram que, no estudo, as doses maiores de tirzepatida produziram maior perda média de peso.

Tirzepatida x semaglutida: comparação direta

Uma das evidências mais importantes veio do estudo SURMOUNT-5, que comparou diretamente os dois medicamentos durante 72 semanas em adultos com obesidade que não tinham diabetes tipo 2.

O resultado médio foi:

Tirzepatida: −20,2%

Semaglutida: −13,7%

A diferença foi de aproximadamente 6,5 pontos percentuais de peso corporal.

O que isso significa na prática?

Imagine, apenas como exemplo, uma pessoa com 100 kg no início do tratamento.

Com base nas médias observadas nesse estudo:

Semaglutida: aproximadamente 13,7 kg de perda.

Tirzepatida: aproximadamente 20,2 kg de perda.

Isso não significa que todas as pessoas perderão exatamente essa quantidade. Estudos clínicos apresentam médias, e a resposta individual pode variar bastante.

Qual possui maior meia-vida?

A meia-vida dos medicamentos é diferente:

Semaglutida: aproximadamente 7 dias.

Tirzepatida: aproximadamente 5 dias.

Mesmo com essa diferença, os dois medicamentos podem ser utilizados em regime semanal.

A meia-vida também não deve ser confundida com a duração do efeito clínico. Depois da última aplicação, o medicamento não desaparece imediatamente do organismo.

Por que a tirzepatida apresentou maior perda de peso?

Uma das diferenças está no mecanismo de ação.

A semaglutida atua principalmente sobre o GLP-1.

A tirzepatida atua sobre GIP e GLP-1.

Nos estudos de obesidade, a ação combinada da tirzepatida esteve associada a uma redução média de peso maior.

Entretanto, isso não significa que a tirzepatida seja automaticamente a opção adequada para todas as pessoas.

Semaglutida ou tirzepatida: qual escolher?

Os estudos demonstram uma maior perda média de peso com tirzepatida nas comparações realizadas.

Porém, a escolha do tratamento deve considerar diversos fatores, incluindo:

  • histórico médico;

  • presença ou ausência de diabetes;

  • outros medicamentos utilizados;

  • efeitos adversos;

  • contraindicações;

  • dose que o paciente consegue tolerar;

  • resposta individual;

  • acompanhamento médico.

Portanto, a decisão não deve ser baseada apenas na porcentagem média de perda de peso.

Comparação rápida

CaracterísticaSemaglutidaTirzepatida
Principal açãoGLP-1GIP + GLP-1
AplicaçãoSemanalSemanal
Meia-vida~7 dias~5 dias
Estudo de referênciaSTEP 1SURMOUNT-1
Perda média nos estudos principais~14,9%até ~20,9%
Comparação direta13,7%20,2%
Efeito sobre o apetiteReduçãoRedução
Retarda esvaziamento gástricoSimSim

Conclusão

Os resultados dos grandes estudos clínicos mostram uma diferença importante entre os dois medicamentos.

A semaglutida apresentou uma perda média de aproximadamente 14,9% no estudo STEP 1.

A tirzepatida chegou a aproximadamente 20,9% de perda média na dose de 15 mg no SURMOUNT-1.

E, na comparação direta do SURMOUNT-5, a perda média foi de 20,2% com tirzepatida contra 13,7% com semaglutida após 72 semanas.

Assim, nos estudos clínicos de obesidade comparados, a tirzepatida apresentou maior redução média de peso.

Apesar disso, os resultados individuais podem variar, e o tratamento deve ser definido com acompanhamento de um profissional de saúde.

Fontes principais: estudos STEP 1, SURMOUNT-1 e SURMOUNT-5 publicados no New England Journal of Medicine, além das informações oficiais de prescrição dos medicamentos.

Qual nível ideal de Vitamina D no sangue?




A venda de suplementos a base de vitamina D tem sido cada vez maior, mas afinal qual o nível ideal desta substância?

A vitamina D é um hormônio importante e se não estiver presente em nível suficiente, os ossos podem perder espessura e se tornar quebradiços, ou passar por deformações, causando uma condição conhecida como raquitismo, em crianças, ou osteomalacia, em adultos.

A questão está em qual o teor de vitamina D é saudável e qual aponta para deficiência de vitamina.

De acordo com estudos realizados pela Academia Nacional sobre a vitamina D dos EUA, pacientes têm vitamina D suficiente quando apresentam teores superiores a 20 nanogramas por mililitro de sangue, não existem provas de que pessoas com o teor de 30 nanogramas por mililitro sejam mais saudáveis do que as pessoas que apresentam 20 nanogramas por mililitro.

As sociedades médicas brasileiras adotam o limite de 20 ng/ml para adultos saudáveis e de 30 ng/ml para pessoas com doenças como osteoporose, gestantes e para quem fez cirurgia bariátrica.

Melhor Maneira de Obter Vitamina D

A melhor maneira de obter o hormônio é por via solar, e mesmo com o uso de protetor solar não há interferência de forma significativa na produção de vitamina D. A Sociedade brasileira de dermatologia determina que uma recomendação prática é nunca ficar no sol até a pele ficar avermelhada —nesse estágio há degradação, em vez de síntese, de vitamina D.

A dose recomendada de Vitamina D por dia é de 600 UI, veja os alimentos que contém este hormônio:

- 1 gema de ovo - 20 UI

- 100g de atum enlatado - 230 UI

- 100g de salmão - 250 UI

- 100g de sardinha enlatada - 300 UI

- 1 colher de chá de óleo de bacalhau - 400 UI

- 10 minutos de sol - 3000 UI


Leia também:

- Falta de Vitamina D na gravidez pode causar Autismo

- Vitamina D protege contra Resfriados, Gripes e Infecções

- Alimentos ricos em Vitamina K2 - Prevenção contra o Câncer e Doenças Cardiovasculares

Alívio dos Sintomas da Dengue - Erva de São Caetano


Um dos Fitoterápicos que ajuda no combate dos sintomas da dengue é a Erva de São Caetano.

O tratamento Fitoterápico ameniza os sintomas dengue nas primeiras horas e remove os sintomas em poucos dias.
O remédio, entretanto, não pode ser tomado indefinidamente. A melhora quase total se dará num período de três a cinco dias, mas deve-se continuar a tomar o remédio por mais uns 10 dias e depois suspender.


Erva de São Caetano


Planta rasteira, delicada, com muita semelhança com a melancieira; oriunda da África de onde foi transplantada da costa de Guiné para a Bahia e outras províncias. Por haver sido plantada junto a uma capela de São Caetano, tomou dele a denominação. O fruto é uma forma de maxixe que, depois de maduro, toma cor amarela, abre-se em três porções e deixa ver umas poucas de pevides semelhantes às das romãs.


É alimento de todos os pássaros, que a propagam por toda parte. Os talos da Momordica Charantia são herbáceos e sarmentosos, ligeiramente pubescentes. As folhas são alternas, pecioladas, codiformes, palmadas e repartidas em cinco ou sete lóbulos desiguais. As flores são axilares, pequenas sem cheiro, amarelas, levantadas sobre pedúnculos delgados. O cálice é repartido em cinco partes ovadas, agudas nas flores machas, e lanceolados nas flores fêmeas. Ovário oblongo, cilíndrico, esverdeado e que se torna cor de açafrão quando maduro, e mesmo avermelhado. A sua polpa é doce, mole, amarela e comestível. As sementes saem lateralmente da extremidade do fruto, são tuberculosas, achatadas e cobertas de um tecido vermelho.


Análise Química. 


O fruto verde dá clorofila, açúcar e matéria extrativa, uma porção membranosa análoga a fungina, fosfato de cal, albumina solúvel, mucilagem com ácido fosfórico livre, hidroclorato de potassa; fosfato de cal e ferro.


Propriedades. 


A Erva de São Caetano é virtuosa para vários remédios. O seu cozimento convém no tratamento da amenorreia e das cólicas verminosas. Também se administra nos casos de tardarem os lochios. Os curandeiros se servem da planta para quem tem cravos, fazendo-se uma rodilha das folhas e deitando sobre um tijolo muito quente e pondo-se o pé em cima até ficar bem escaldado, recebendo o suco nas rachaduras que os cravos fazem. 


Os frutos conservados em azeite são excelentes como tópicos nos casos de hemorroidas ou de prolapso do ânus. As folhas conservam um sabor acre e amargoso, o seu cozimento serve para curar as úlceras de mau caráter em banhos resolutivos.


A planta aumenta o efeito do sabão pelo uso ordinário na lavagem de roupa; e foi com este intuito que foi transplantada da África. O nome Erva de São Caetano dá-se na província do Maranhão a outra espécie de erva, a qual prejudica muito a cultura dos algodoeiros.


 Segundo o que referem os Sr. * e Martius. Esta cucurbitácea é espécie nova, porém o A. St´Hilaire reconhece a Erva de São Caetano, não sendo a mesma que se encontra no sul do Brasil e que acabamos de descrever, assemelha-se inteiramente à Momordica senegalensis de Lamarck.


A erva de São Caetano é:

  • É adstringente
    • afrodisíaca
    • aperitiva
    • cicatrizante
    • depurativa do sangue
    • laxante
    • purgativo
    • vermicida
  • Auxilia em casos de afecções biliares
    • catarata
    • dores de ouvido
    • dor reumática
    • escabiose
    • enxaquecas
    • febre
    • fígado
    • menstruações
    • picadas de insetos
  • Livra de cólicas abdominais
    • colite
    • hemorróidas
    • infecções da pele
    • irrigação vaginal
    • leucorréia
  • No tratamento de cravos.
Modo de Fazer o Chá :
  • Coloque 2 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber. 
  • Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia. 

Cuidados


Pode decair a taxa de glicose sanguínea.
Gestantes : pode ter ação teratogênica, causar aborto.
Pode interagir com hipoglicemiantes.


Ao ser observado o primeiro sintoma de dengue, deve-se buscar orientação médica no posto de saúde mais próximo. As pessoas que já contraíram a forma clássica da doença devem procurar, imediatamente, atendimento médico em caso de reaparecimento dos sintomas agravados com os sinais de alerta, pois correm o risco de estar com dengue hemorrágica, que é o tipo mais grave. Todo tratamento só deve ser feito sob orientação médica. 
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Fonte : Mast

Medicamentos que aumentam Gama-GT - Lesão no Fígado

A gama glutamil transferase (gama GT) é uma enzima envolvida na transferência de um resíduo gama glutamil de alguns peptídeos para outros compostos (água, aminoácidos e outros peptídeos menores).

Esta enzima está envolvida na síntese protéica e peptídica, regulação dos níveis teciduais de glutation e transporte de aminoácidos entre membranas.

É encontrada em vários tecidos: rins, cérebro, pâncreas e fígado (quase a totalidade da gama GT corpórea está presente nos hepatócitos). No fígado, esta enzima está localizada nos canalículos das células hepáticas e particularmente nas células epiteliais dos ductos biliares.

Devido a esta localização característica, a enzima aparece elevada em quase todas as desordens hepatobiliares, sendo um dos testes mais sensíveis no diagnóstico destas condições.

Leia aqui: Dor no peito é grave? Principais causas de Dor no Peito

O Gama-GT alto não provoca sintomas, mas uma pessoa com níveis elevados de Gama-GT poderá, sim, apresentar os sintomas daquilo que provocou esse aumento no Gama-GT.

Por exemplo, uma pessoa com doença no fígado poderá ter Gama-GT alto, mas não irá manifestar sintomas causados pelo Gama-GT especificamente, mas sim pela doença hepática.

Neste caso, pode-se esperar que o paciente apresente os seguintes sintomas:

- Fraqueza
- Fadiga
- Perda de apetite
- Náuseas e vômitos
- Dor ou distensão abdominal
- Icterícia (pele e olhos amarelados)
- Alteração da cor da urina e das fezes
- Coceiras

Principais causas de Gama-GT alto:

- Doenças hepáticas e biliares
- Infarto
- Doenças pancreáticas
- Diabetes
- Insuficiência renal
- Doença pulmonar obstrutiva crônica
- Uso de medicamentos (fenitoína, fenobarbital)
- Alcoolismo

O valor de referência para Gama GT é :

- Homens : até 60,0 U/L

- Mulheres : até 43,0 U/L

Medicamentos que podem Lesionar o Figado - Aumenta os níveis de Gama-GT


Valores aumentados de Gama GT geralmente é encontrado em pessoas com doenças hepáticas em geral (hepatites agudas e crônicas, carcinomas, cirrose, colestase, metástases etc.), pancreatites, infarto agudo do miocárdio, lupus eritematoso sistêmico, obesidade patológica, hipertireoidismo, estados pós-operatórios, carcinoma de próstata, uso de medicamentos hepatotóxicos ou capazes de ativar indução enzimática (barbitúricos, fenitoína, antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), paracetamol.

Os medicamentos que frequentemente aumentam o Gama-GT são:

- Fenitoína
- Fenobarbital
- Carbamazepina
- Ácido valproico 
- Anticoncepcionais
- Antidepressivos
- Paracetamol
- Corticoides 
- Aines
- Anabolizantes
- Antifúngicos

- Medicamentos usados no tratamento de dislipidemias como as estatinas (sinvastatina, atorvastatina), podem alterar as enzimas hepáticas sendo que a atorvastatina pode provocar aumento dos níveis das chamadas enzimas que fazem parte das provas de função hepática. As principais enzimas utilizadas nesta função são a TGO (transaminase glutâmico oxalacética), a TGP (transaminase glutâmico pirúvica), e a Gama GT (gama glutamil transpeptidase).

- Os contraceptivos são as principais causas da elevação no soro dos níveis de gama glutamil transpeptidase causados por uso de medicamentos, porém é importante salientar que quase todos os medicamentos podem causar alterações.

- O uso continuo de corticoides como Betametasona, Prednisona, Dexametasona além de aumentar Gama-GT, promove o estímulo da gliconeogênese; aumento do depósito de glicogênio no fígado; consequentemente a glicose no sangue também aumenta.

- Alguns medicamentos se consumidos frequentemente podem causar lesão hepática como os antiinflamatórios não esteróides (Nimesulida, Ibuprofeno, Diclofenaco), Paracetamol e antibióticos, estes medicamentos são desencadeadores das enzimas hepáticas.

- O paracetamol em dose acima de 4g ao dia ou se consumido juntamente com álcool pode causar lesão no figado.

- Medicamentos a base de estradiol também podem alterar as enzimas hepáticas .

- Uso constante de anabolizantes a base de testosterona e nandrolona pode danificar as células do figado, podendo alterar as funções hepáticas e causar púrpura hepática.

- Uso de anabolizantes a base de oximetolona (Hemogenin), pode causar necrose hepática ou insuficiência hepática grave, esta lesão hepática afeta o funcionamento do fígado, em alguns casos, a retirada do medicamento tem sido associada à regressão das lesões hepáticas.

- A aspirina (AAS) e outros salicilatos podem produzir dano hepático como um fenômeno cumulativo lento, exigindo dias ou semanas para se desenvolver. É dose-dependente, geralmente por doses diárias maiores que 4 a 6 gramas.

- Antifungos como Cetoconazol e Fluconazol se usado continuamente pode ocasionar lesão hepática provocando distúrbios no fígado. Para reconhecer os distúrbios do fígado causado pelo cetoconazol estes sintomas geralmente aparecem: urina escura, fezes esbranquiçadas, pele amarelada, branco dos olhos amarelado dor abdominal, cansaço não usual e febre. Neste caso o tratamento com cetoconazol deve ser suspenso e o médico imediatamente comunicado.

Álcool


Ingerir bebida alcoólica diariamente (consumo crônico) em doses que o figado não pode metabolizar pode lesionar as células do figado. Sendo assim devido aos efeitos do consumo de álcool nos níveis de gama GT, aceita-se este como um marcador sensível de alcoolismo crônico, especialmente quando seus aumentos não são acompanhados de aumentos similares de outras enzimas hepáticas. Portanto, sua determinação parece mais efetiva no monitoramento do tratamento de indivíduos já diagnosticados. Os níveis de gama GT usualmente retornam ao normal após 15-20 dias da cessação da ingestão alcoólica, podendo elevar-se em curto prazo se a ingestão alcoólica for retomada.



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Lactase - Enzima lactase em comprimido


A intolerância a lactose é um problema que atinge grande parte da população. A falta de lactase dificulta as pessoas digerir produtos lácteos (leite e seus derivados). Esta impossibilidade de digestão geralmente ocorre quando o organismo não produzem a enzima lactase ou produzem-na em quantidade insuficiente para realizar a digestão da lactose.

Uma novidade para intolerantes a lactose 
é uma enzima chamada lactase em comprimido. Ela pode ser utilizada antes da ingestão de alimentos lácteos promovendo a quebra da lactose em indivíduos com intolerância a lactose.

A lactase é uma enzima presente em nosso organismo e responsável pela quebra da lactose em dois açúcares simples: glicose e galactose, para que possam ser absorvidos. Portanto, é essencial para a digestão do leite e seus derivados.
​
A deficiência primária de lactase (conhecida como não-persistência de lactase ou hipolactasia primária) é uma condição que afeta 60 a 70% da população mundial, variando conforme a etnia.
​
Muitos indivíduos com deficiência primária de lactase desenvolverão intolerância à lactose, que é uma síndrome clínica caracterizada por desconforto gástrico como náuseas, inchaço, borborígmo, dor abdominal e diarreia após consumo de alimentos que contém lactose (leite e derivados).


Sintomas de intolerantes a lactose

• Dor abdominal (cólica localizada na região periumbilical ou quadrante inferior)
• Flatulência
• Diarreia
• Vômitos
• Fezes volumosas, espumosas e aquosas
• Sensação de inchaço no abdômen

Estudos indicam que o consumo da lactase exógena promove a adequada hidrólise da lactose, com redução do desconforto gastrointestinal, possibilitando o consumo de laticínios em indivíduos intolerantes ou com restrições ao consumo de lactose

Modo de Uso:


Consumir 1 comprimido de Lactase antes da ingestão de produtos de origem láctea ou consumir conforme orientação do Médico ou Nutricionista.

É importante ressaltar que a intolerância à lactose não significa que uma pessoa não deva saborear o leite e seus derivados. A maioria das pessoas pode consumir produtos lácteos fermentados, que contêm uma pequena quantidade de lactose, como o iogurte, por exemplo, sem nenhum problema.

Há evidências de que a flora intestinal possa aprender a digerir a lactose mesmo entre pessoas que não toleram a lactose, de forma que os sintomas sejam reduzidos e desapareçam completamente em alguns casos. As formas de se fazer isso são evitar beber leite com estômago vazio e distribuir o consumo do leite no decorrer do dia, aumentando a ingestão gradualmente.


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Álcool e medicamentos não combinam - Quanto tempo devo esperar?


A ingestão de álcool com medicamentos tem causado altos índices de intoxicação medicamentosa, deste modo todos devem estar alerta para evitar este problema. Veja algumas orientações sobre o assunto.

O álcool quanto as substâncias que compõem os fármacos precisam ser absorvidas, distribuídas, metabolizadas e excretadas no organismo.
Quando administrados simultaneamente, esses processos podem ficar prejudicados. 
Como o álcool influencia diretamente na absorção de substâncias no estômago, na metabolização do fígado e na excreção pelos rins, o uso de bebidas pode intensificar de maneira perigosa ou diminuir drasticamente a ação do medicamento.

ÁLCOOL ASSOCIADO COM CALMANTES

A ação do álcool com os medicamentos que agem no sistema nervoso central (SNC), como os barbitúricos (fenobarbital) e benzodiazepínicos (clonazepam, bromazepam, alprazolam), podem provocar depressão ou até sensações prazerosas, mas culminam num quadro grave de intoxicação.

ÁLCOOL E ANTIBIÓTICOS

Tomar antibiótico e álcool não é uma boa ideia, a associação pode levar a efeitos graves do tipo antabuse ou seja ocorre um acúmulo de acetaldeído e quando o paciente consome álcool o medicamento causa vasodilatação e consequente queda de pressão arterial, taquicardia, náusea, vômito, confusão mental, fraqueza, rubor, sudoração e cefaleia. 
Há a recomendação, inclusive, de que se deve aguardar por três dias após tratamento com metronidazol para voltar a beber álcool. Outros antibióticos que podem potencializar o efeito de hepatotoxicidade quando se ingere álcool são a eritromicina, rifampicina, nitrofurantoína.

ÁLCOOL COM ASPIRINA

Como o AAS é um antiagregante plaquetário, o álcool aumenta o efeito anticoagulante podendo causar hemorragia.

ÁLCOOL E ANTICONVULSIVANTES

O medicamento (fenobarbital, topiramato, gabapentina, carbamazepina) perde a eficácia contra as crises de epilepsia. Sintomas como pressão baixa, tonturas, vertigens, desmaios, rubor, dor de cabeça e palpitações cardíacas surgem quando associado a sildenafil.

ÁLCOOL COM ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS

Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos como, por exemplo, o ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e diclofenacos. Recomenda-se atenção máxima quando se constatar fezes escurecidas (sangrentas), tosse com sangue ou vômito que aparente borra de café. Devem procurar o serviço médico pois esses podem indicar hemorragia no estômago.

ÁLCOOL COM ANTI-HIPERTENSIVO

Com substâncias como o atenolol, pode ter efeitos aditivos em diminuir a pressão arterial. O indivíduo pode sentir dor de cabeça, tonturas, vertigens, desmaios e/ou alterações no pulso ou frequência cardíaca. Esses efeitos secundários são mais susceptíveis de serem vistos no início do tratamento, após um aumento da dose, ou quando o tratamento é reiniciado depois de uma interrupção.

ÁLCOOL E ANTIALÉRGICOS

Aumenta o efeito sedativo e causa tonturas e desequilíbrio. Anti-histamínicos (dexclorfeniramina, loratadina) e álcool podem gerar efeitos indesejáveis como por exemplo, no caso do uso de dextrometorfano e prometazina, pode aumentar os efeitos secundários do sistema nervoso, como tonturas, sonolência e dificuldade de concentração. Algumas pessoas também podem sofrer prejuízo no pensamento e julgamento, bem como comprometimento na coordenação motora. Portanto, deve-se evitar ou limitar o uso de álcool durante tratamento com dextrometorfano.

ÁLCOOL COM ANTIDIABÉTICOS

Também pode causar efeito antabuse. Uso agudo de etanol prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos.

ÁLCOOL COM PARACETAMOL

Pode causar sérios efeitos colaterais que afetam o fígado. Deve-se procurar o serviço médico imediatamente se sentir febre, calafrios, dor nas articulações ou inchaço, cansaço excessivo ou fraqueza, sangramento anormal ou hematomas, erupção cutânea ou prurido, perda de apetite, náuseas, vômitos ou amarelecimento da pele ou da parte branca dos olhos.

ÁLCOOL ASSOCIADO COM A CAFEÍNA

A cafeína também é um diurético e o seu abuso em conjunto com o álcool pode levar a desidratação e piorar os sintomas da ressaca no dia seguinte. Portanto deve ficar sempre atento a energéticos que contenham cafeína em sua formulação.

QUANTO TEMPO ESPERAR?

O fígado leva, aproximadamente, uma hora para metabolizar uma simples taça de vinho, chope ou ainda um daqueles copos bem pequenos de destilado.

Os efeitos do álcool variam de pessoa para pessoa, além de outros fatores. "Se o indivíduo bebe com o estômago vazio, os efeitos do álcool pelo corpo podem aparecer mais rápido, assim como o corpo feminino demora mais para metabolizar o álcool".

Com base nos estudos apresentados, recomenda que se espere no mínimo uma hora para cada dose de bebida alcoólica ingerida antes de tomar o medicamento.

Converse com o farmacêutico: esclareça todas as suas dúvidas sobre medicamentos. As orientações desse profissional podem contribuir para o sucesso e segurança do tratamento.

Fonte: CRF-SP

Medicamentos que Idosos devem Evitar



Quando envelhecemos nosso corpo passa por modificações, a quantidade de líquido extracelular diminui, enquanto a de gordura aumenta bastante. Deste modo as funções de diversos órgãos também se alteram.

Principais alterações que ocorre no organismo ao envelhecermos


- A acidez do estômago torna-se menor.

- O fígado fica mais lento na realização de suas funções, além disso, o uso de diversas medicações ao mesmo tempo dificulta seu correto funcionamento.

- Nos rins há uma perda normal de 1% por ano em suas capacidades após os 50 anos.

- O metabolismo é modificado pode ficar mais lento, as alterações na absorção, metabolização e distribuição e eliminação, influenciam na forma como os mais velhos respondem a um determinado medicamento.

Geralmente a maioria dos medicamentos são testadas em adultos e por isso é preciso alguns cuidados quando se decide começar algum tipo de medicação em pacientes idosos.

Por causa destas modificações no organismo dos idosos tomando alguns cuidados efeitos colaterais desnecessário como quedas, esquecimento, hemorragias digestivas e visitas à emergência podem ser muito reduzido.

Um exemplo é o diazepam, muito utilizado para tratar a insônia em pacientes mais velho, este medicamento possui a característica de se acumular na gordura e, como idoso apresenta muito mais gordura corporal do que um adulto, o tempo que uma dose de diazepam leva para ser totalmente eliminada pode chegar a longas 200 horas. Essa característica lipofílica também faz que seu uso frequente cause um efeito acumulativo, ocasionando diversas reações adversas como tontura, piora na memória e fraqueza muscular, que pode resultar em quedas.

A Sociedade Americana de Geriatria desenvolveu um lista de medicamentos a ser evitada para idosos, chamada de Critérios de Beer’s. Os medicamentos que estão nessa lista devem ser evitados ao máximo, porém em alguns casos o médico pode optar pelo uso temporário até substituir por um mais seguro.

Mesmo que o paciente já utilize o medicamento a mais tempo deve ser levado em conta o envelhecimento, a troca por um mais seguro pode reduzir o risco de quedas, diminuir a sonolência, melhorar a memória e o raciocínio, evitar quedas bruscas na pressão arterial.

O ideal quando um idoso consultar é levar as receitas antigas ao médico, para que quando houver modificação o paciente não misturar os medicamentos atuais com os antigos, pois várias vezes idosos continuam usando os medicamentos da receita nova com os da receita antiga podendo causar uma intoxicação.


Lista alguns medicamentos que devem ser evitados em idosos - (Critérios de Beer’s) 


Carisoprodol

O Carisoprodol é uma relaxante muscular encontrado no Beserol, Dorilax, Tandrilax e Mioflex, Torsilax, Trilax, Infralax, sendo muito vendido nas farmácias e até mesmo sem receita médica. Pode provocar sedação, fraqueza, confusão mental.

Fenilbutazona

A Fenilbutazona é um anti-inflamatório encontrado na Butazona. Este medicamento está associado a alto risco de danos na formação de elementos do sangue.

Indometacina

Conhecido como Indocid, usado para tratar inflamações, mas em idosos há risco para alterações no sistema nervoso e danos ao estômago.

Meperidina (Dolantina)

Pode causar ansiedade, tremor, espasmos musculares, crises convulsivas e confusão mental.

Orfenadrina

Relaxantes musculares encontrados no Dorflex, Nevralgex, Sedalex.

A Orfenadrina é pouco tolerada por idosos, pois podem causar hipotensão ortostática depressão no sistema nervoso e piora no raciocínio.

Amitriptilina 

Antidepressivo muito utilizado, e requer muito cuidado quando usado por paciente idoso, pois inibe uma substância chamada acetilcolina, causando piora na memória e raciocínio, constipação, dificuldade para urinar, confusão mental, glaucoma e boca seca. Também pode causar hipotensão ortostática, quedas e arritmias cardíacas.

Fluoxetina 

A fluoxetina conhecida como a pilula da felicidade, deve ser usado como cautela em paciente mais velho, pois demora para ser eliminada do organismo do idosos, com risco de estimulação excessiva do sistema nervoso, agitação, diminuição no apetite, perda de peso e insônia.

Metildopa (Aldomet)

Este medicamento anti-hipertensivo, em idosos, pode provocar diminuição nos batimentos cardíacos, hipotensão, hepatite e agravamento na depressão no idoso.

Nifedipina de curta duração (Adalat)

Diminui a pressão arterial em excesso, com aumento da freqüência cardíaca. Aumenta a mortalidade cardiovascular quando o paciente tem insuficiência cardíaca ou cardiopatia isquêmica. Pode causar constipação intestinal.

Amiodarona (Ancoron)

Medicamento usado para controlar os batimentos cardíacos, em idosos pode causar arritmias graves e distúrbios na tireóide.

Medicamentos anti-histamínicos (antialérgicos), como hidroxizina, prometazina, dexclorfeniramina

Estes medicamentos são muito vendido no inverno para tratamento dos sintomas da gripe e alergias, os principais são Histamin, Polaramine, Cimegripe, Resfenol, Multigrip, Fenergan e outros.

O uso em idosos devem ser evitado pois podem causar diminuição da memória e do raciocínio, confusão mental, quedas e retenção urinária.

Antiespasmódicos: hioscina (Buscopam e Tropinal), beladona (Atroveran), Antipsicóticos (Haldol) 

Podem causar distúrbios nos movimentos, como tremores e, também, piora na memória e raciocínio.

Diazepam, Flurazepam, clordiazepóxido, Alprazolam acima de 2mg e lorazepam acima de 3mg

Medicamentos utilizados para tratar a insônia, os mais conhecidos com Valium, Rohydorm, Apraz, Limbritol, Lorax. Estes medicamentos quanto utilizados por idosos podem causar sedação, fraqueza, risco de quedas, confusão mental e dependência.

Biperideno (Akineton)

Podem causar diminuição da memória e do raciocínio, confusão mental, quedas e retenção urinária.

Ticlopidina (Ticlid)

Risco de alterações sanguíneas.

Laxantes estimulantes como o bisacodil

Os laxantes como Lacto-Purga, Bisalax, Dulcolax, estes medicamentos às vezes são utilizados sem indicação profissional, mas em idosos podem causar diarreia e piorar a constipação, desregulam o intestino.

Digoxina acima de 0,125 mg/dia 

A digoxina é um medicamento que quando utilizado por idoso é preciso muita cautela, pode causar perda do apetite, náuseas, cansaço, confusão mental, quedas e arritmias cardíacas.

Clorpropamida (Diabinese) 

Demora muito para ser eliminada (mais de 3 dias), aumentando o risco de baixar demais os níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia).

Benzodiazepínicos (Clonazapam)

Provocam uma sedação maior durante o dia em idosos e se associam a um número maior de quedas e fraturas ósseas. Para evitar esse risco, deve-se iniciar com doses mais baixas aumentar pouco a pouco a dose até que se atinja o objetivo terapêutico.



Dicas de cuidados especiais que devemos ter com medicações para idosos

Interações medicamentosas

O consumo de medicamentos por esse grupo etário é alto, são remédios para a pressão alta, para o diabetes, para a gota, para a dor lombar, para a insuficiência cardíaca e muitos outros.

É preciso saber de todos os medicamentos em uso pelo paciente, mesmo aqueles de uso esporádico, para evitar qualquer interação medicamentosa perigosa, seja por aumentar ou reduzir a eficácia de alguma substância.

Cuidado com as superdosagens

Como o metabolismo do idoso é diferente, a maioria dos fármacos vai ter sua meia-vida aumentada e, quando usados nas mesmas doses recomendadas para jovens podem acabar provocando efeitos tóxicos.

Efeitos adversos mais frequentes

Idosos são mais susceptíveis a desenvolverem efeitos colaterais de medicamentos como a xerostomia, a hipotensão postural, a retenção urinária, as confusões mentais e as alterações de marcha.

Os fármacos mais associados com esses efeitos são os anti-hipertensivos, os antipsicóticos, os sedativos e os antiparkinsonianos.

Sintomas

Os idosos frequentemente apresentam sintomas sistêmicos de doenças localizadas. Uma infecção do trato urinário pode provocar confusão mental, alteração de comportamento, agitação ou sedação, ou seja, tudo menos a clássica dor ao urinar.

Qualquer prescrição ou recomendação de medicamento deve ser feita com muita cautela.

Organização

Por usar muitos medicamentos, os idosos podem esquecer de tomar ou repetir a dose, ainda mais se o idoso tenha algum comprometimento cognitivo, visual ou motor.

É preciso manter a prescrição sempre organizada para não haver dúvida de qual e quantos comprimidos devem ser tomados em cada horário.

Em caso de qualquer dúvida ou qualquer sintoma, sugira ao idoso que ele procure orientação médica e evite ao máximo a auto prescrição.

O que é preciso saber para trabalhar em Drogaria?





O mercado farmacêutico está em crescimento acelerado e precisando de profissionais qualificados para atuar nesta área. 

Em 2020, por exemplo, este setor alcançou 190 bilhões reais em vendas, crescimento de 15%. Com este avanço tem surgido muitas vagas para profissionais com boa capacitação para auxiliar no bom funcionamento deste negócio.

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Medicamento aberto dura quanto tempo?



A data de validade de um medicamento pode sofrer diminuição quando a sua embalagem primária é violada. Para maior compreensão, vejamos o que são as embalagens primárias.

Embalagem Primária


Embalagem primária é aquela que está em contato direto com o conteúdo durante todo o tempo. Considera-se material de embalagem primária: ampola, bisnaga, envelope, estojo, flaconete, frasco de vidro ou de plástico, frasco-ampola, cartucho, lata, pote, saco de papel e outros.

Prazo de Validade

O prazo de validade é o tempo em que o produto pode ser utilizado, correspondente ao período de tempo no qual a preparação permanece estável quando armazenada sob as condições recomendadas pelo fabricante. Esse prazo deve ser indicado nas embalagens primárias e secundárias. Quando citado o mês e o ano, entende-se como vencimento do prazo o último dia do mês.

Por quanto tempo posso tomar o medicamento aberto?


Ao abrir a embalagem (especialmente a primária) do medicamento para uso, este adquire a característica de um medicamento extemporâneo. Ou seja, as condições de exposição, manuseio, uso e armazenamento podem envolver fatores de risco que não foram avaliados nos estudos de estabilidade.

Por isso, após a abertura, o produto passa a ter uma data limite para uso, que pode variar entre horas, dias e meses, dependendo do fármaco, dos componentes da formulação, do tipo de forma farmacêutica, do processo de manipulação, entre outros.

Neste caso, é recomendado que o novo prazo de validade não exceda a 25% do tempo restante entre a data do fracionamento e o prazo de validade original e que o tempo máximo deste não seja maior do que seis meses.

- Exemplos

- Se um xarope tem um ano de validade e é submetido ao fracionamento, seu novo prazo de validade poderá ser de até três meses (25% de 12 meses).

- Acetilcisteína xarope: Após aberto só deve ser tomando por 14 dias.

- Amoxicilina suspensão: Após o preparo, manter em temperatura ambiente entre 15 e 30 graus célsius somente por 14 dias.

- Azitromicina suspensão: Após preparo o período máximo para utilizar é 5 dias.

- Amoxicilina + Clavulanato suspensão: após preparo dever ficar na geladeira entre 2 e 8 graus célsius e ser consumido em 7 dias.


- Insulina: após aberto se não for mantido na geladeira dura aproximadamente 30 dias.


Fonte: Guia da Farmácia

Medicamentos - Como saber se não é falsificado - Dicas para uso racional



















O uso racional é o uso a partir de uma prescrição médica, segura, efetiva, a partir de um diagnóstico preciso, resultando num menor risco de aparecimento de efeitos adversos.

- Todo medicamento deve ter um registro do Ministério da Saúde - MS. Caso não tenha, deve ser levado ao serviço local de vigilância sanitária. Pode ser falso.

- Não utilize medicamentos vencidos, nem embalagens velhas.

- Cápsulas não devem ser abertas. Comprimidos não devem ser partidos, apenas se o médico recomendar.

- Obedecer sempre os horários para ingestão indicados pelo médico na receita. A bula também indica a quantidade, quantas vezes ao dia e por quanto tempo deve ser utilizado.

- Não tirar os medicamentos da caixa e sempre guardar as bulas.- Os medicamentos devem ser guardados longe da luz, umidade e do calor. Respeitar a temperatura de armazenamento.

- Caso verifique algum efeito adverso, deixe de tomar e relate ao profissional que lhe recomendou. Se possível relate o efeito adverso a um serviço de Farmacovigilância.

Fonte: Vigilância Sanitária e Escola – Agência Nacional de Vigilância Sanitária 2008

Medicamentos que podem causar aumento de peso






Corticóides, pílulas anticoncepcionais, antidepressivos, ansiolíticos e algumas substâncias usadas no combate aos sintomas da menopausa são uma das principais drogas que podem facilitar o ganho excessivo de peso.

Muitas pessoas queixam-se de ganhar peso e geralmente isso acontece devido à retenção de líquido, lentidão no metabolismo ou aumento no apetite causado pelos próprios medicamentos. Desta forma é aconselhado ao paciente pedir ao médico a substituição de um medicamento que gere aumento de peso por outro que não tenha esse efeito, sempre que possível.

Controlar mais de perto a dieta e priorizar a realização de atividades físicas são as melhores formas de combater o problema, pois o principal motivo de ganho de peso sempre é o comer mais.


Medicamentos que podem gerar ganho de peso

Antidepressivos tricíclicos


Medicamentos como a amitriptilina e nortriptilina causam aumento de apetite e, por consequência, ganho de peso que pode significar em até 2,5 kg a mais por mês, porém com uma dieta regrada e exercícios físicos regulares o ganho de peso pode ser controlado.

Leia aqui: Quanto tempo demora para que os Antidepressivos faça efeito?

Anti-histamínicos 


Os mais usados são cetirizina ou fexofenadina (allegra), dexclorfeniramina (histamim).

Os anti-histamínicos são componentes de muitas medicações anti-alérgicas. Alguns antidepressivos têm efeito anti-histamínico e podem aumentar a fome.

Medicações anti-psicóticas da classe dos anti-psicóticos atípicos

Olanzapina, quetiapina - usada para esquizofrenia e transtorno bipolar, e risperidona – usada no tratamento do transtorno bipolar, psicose e transtorno obsessivo compulsivo.

Esses medicamentos ocasionam aumento de resistência insulínica podendo levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, podem provocar algumas alterações em nível celular, alterando o metabolismo da glicose.

Os antipsicóticos (usados no tratamento da esquizofrenia), os antiepiléticos e a cinarizina (indicada para casos de labirintite) também aumentam o apetite. Esses medicamentos interferem na ingestão alimentar, quer por aumentar a fome ou por diminuir a saciedade.

Anti-hipertensivos beta-bloqueadores


Atenolol, metoprolol (selozok), eles aumentam a sensação de fadiga, contribuindo para a inatividade física e redução do gasto energético.

Corticoides

Os corticoides mais conhecidos são dexametasona, betametasona, prednisona, beclometasona.

Esses medicamentos aumentam a retenção hídrica (incham) e geram resistência insulínica (aumentam a glicose no sangue). Além disso, são estimuladores do apetite e podem reduzir a taxa metabólica.

O corticoide estimula o aumento do tecido gorduroso e a redução da massa muscular, mas isto depende diretamente de uma série de fatores como pré-disposição genética e dose do medicamento ingerido.

Com doses altas de corticoide por um tempo prolongado podem causar ganho até 20 quilos em um ano, pois a cortisona piora o funcionamento do hormônio insulina. A sensação é de um descontrole de fome. Isso só acontece quando o uso é crônico, por mais de um mês. Em quem toma esporadicamente, não acontece nada.

Leia aqui: Uso Prolongado de Corticoides pode causar Diabetes e Hipertensão

Medicamentos para o controle do diabetes


As drogas da classe das sulfoniluréias: glibenclamida, glicazida e glimepirida, aumentam os níveis de insulina no sangue, ocasionando aumento de apetite e acúmulo de gordura. O uso de insulina também está associado ao aumento de peso.

Outros medicamentos da classe das glitazonas – pioglitazona e rosiglitazona – geram retenção hídrica e aumentam o processo de diferenciação das células de estoque de gordura.

Estabilizadores de humor

Medicamentos como ácido valpróico e o carbonato de lítio causam aumento de apetite e, portanto, ganho de peso. O carbonato de lítio costumam aumentar muito a fome.

Anticoncepcionais


Anticoncepcionais de dosagens mais altas, (1º geração) são associados ao ganho de peso por retenção hídrica.

Os anticoncepcionais a base de estrógeno levam ao aumento de peso por retenção de líquidos. O estrógeno pode, eventualmente, alterar o metabolismo, deixando a pessoa um pouco menos saciada e com sensação de estômago vazio. Prefira os anticoncepcionais que contêm progesterona.

Leia aqui: Anticoncepcionais - Qual devo Usar?


Dicas

Como vários medicamentos podem causar o ganho de peso é interessante o paciente ao sentir os efeitos indesejados pedir o médico a substituição de um medicamento que gere aumento de peso por outro que não tenha esse efeito, sempre que possível.

Porém se o uso do medicamento for inevitável, o mais importante é controlar a dieta mais de perto e de forma mais rígida e praticar exercício físico que nesses casos é fundamental para manter o peso.

Leia aqui: Principais Interações entre Medicamentos

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